Cotidiano
Vereadores de Santo Amaro desistem de vale-alimentação
A proposta foi aprovada em uma votação relâmpago de apenas 37 segundos na última quinta-feira (6)
Após uma polêmica votação, os vereadores de Santo Amaro da Imperatriz, na Grande Florianópolis, decidiram recuar e cancelar a proposta de criação de um vale-alimentação de R$ 1 mil. A proposta, que gerou repercussão, foi aprovada em uma votação relâmpago de apenas 37 segundos na última quinta-feira (6), mas acabou sendo vetada pelo prefeito Gustavinho Abreu (PL), que alegou dificuldades financeiras no município.
Votação relâmpago e polêmica imediata
A proposta foi aprovada com sete votos favoráveis e um contrário. O projeto, que garantiria o benefício de R$ 1 mil aos vereadores de Santo Amaro da Imperatriz, seria pago também durante férias, licenças e junto ao 13º salário. A rapidez da votação, que durou apenas 37 segundos, chamou a atenção da população e gerou críticas nas redes sociais.
Prefeito veta a proposta e justifica ação
Na segunda-feira (10), após a repercussão negativa, o prefeito Gustavinho Abreu anunciou o veto ao projeto. Em um vídeo publicado nas redes sociais, o prefeito agradeceu aos vereadores pela decisão de vetar o benefício, destacando que a medida demonstrou “gesto de grandeza em prol do município”. Ele explicou ainda que o veto foi motivado pelas dificuldades financeiras enfrentadas pela cidade, com dívidas estimadas em cerca de R$ 8 milhões.
Vereadores mantêm veto e rejeitam o projeto
Em sessão extraordinária realizada para analisar o veto, os vereadores de Santo Amaro da Imperatriz, por unanimidade, decidiram manter a decisão do prefeito. Com isso, o projeto de criação do vale-alimentação foi definitivamente rejeitado, e uma resolução que estipulava o valor do benefício também foi derrubada. Atualmente, os vereadores recebem um salário de R$ 10 mil mensais.
Transparência e repercussão
Durante a sessão em que o projeto foi derrubado, os vereadores não comentaram sobre a decisão de acatar o veto. A reportagem entrou em contato com o presidente da Câmara, Julinho Broering Neto (Podemos), mas não obteve retorno até a publicação desta matéria. Em um vídeo divulgado no sábado (8), o prefeito destacou que, embora estivesse presente na sessão onde o projeto foi aprovado para receber uma homenagem, não tinha conhecimento do teor da proposta, o que gerou ainda mais polêmica.
Santo Amaro da Imperatriz, com aproximadamente 27 mil habitantes, segundo dados do Censo 2022 do IBGE, segue acompanhando as repercussões desse caso, que levantou questões sobre transparência e a gestão pública local.
A decisão fica: o vale-alimentação está fora de cena
A decisão dos vereadores em rejeitar a proposta após o veto do prefeito encerra um capítulo controverso na política local, mas também reflete as dificuldades enfrentadas pelos municípios diante da crise econômica. A medida gerou discussões sobre a adequação de tais benefícios em tempos de dificuldades fiscais e a necessidade de maior transparência nas ações legislativas.
A cidade de Santo Amaro da Imperatriz, como outras localidades em todo o Brasil, continua a viver os desafios de conciliar o bem-estar dos servidores públicos com a realidade financeira do município.