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SCTODODIA

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Vídeo: Amor e dedicação à causa animal

Cotidiano
Amor E Dedicacao A Causa Animal
Foto: Joca Baggio/SCTodoDia

Cotidiano

Vídeo: Amor e dedicação à causa animal

Mais do que uma opção, o trabalho de um protetor é quase que um sacerdócio

Lílian Yanefski Corrêa nasceu com um dom especial: o cuidado aos animais. A protetora integrante da Organização Não Governamental (ONG) Mil Patinhas, de Navegantes, conta que iniciou seu trabalho em prol da causa animal muito antes de se dar conta do que era ser uma protetora. Seu amor e afeto pelos animais desprotegidos despontou quando ela era ainda muito pequena e, desde então, divide seu espaço com os cães, gatos e até outras espécies que tirou da rua.

“Desde muito pequena eu pegava todos os animais que encontrava pela frente e levava para casa, minha mãe e meu pai ficavam doidos comigo”, lembra. Outro fato que Lílian conta foi sua chegada em Navegantes, há cerca de 25 anos, que trouxe na bagagem 13 cachorros e um coelho, todos recolhidos da rua. Ela é gaúcha, morou algum tempo em Lages e depois veio para cá.

Hoje moram com Lílian e seu marido 15 cães e 10 gatos. Destes, a maior parte são pets que já estão com ela há muito tempo e já fazem parte da família Yanefski Corrêa. “A gente recolhe e tenta uma adoção responsável. Mas quando não consegue outro lar, a gente fica com eles. Não dá para recolher e depois devolver pra rua”, contra a protetora, que é extremamente rigorosa com as adoções, que têm que ser responsáveis, acima de tudo.

Ela já perdeu a conta dos animais que tirou da rua, dos que conseguiu lares e dos muitos que passaram por sua casa. E Lílian sabe que ainda tem muito trabalho pela frente. Embora hoje se tenha uma maior consciência e as pessoas estejam adotando mais animais de rua, ainda há muito abandono.

A protetora Silvia Pereira diz que ainda é muito comum as pessoas adotarem e depois devolverem às ONGs ou, pior que isso, largar na rua. “Tem ainda as pessoas que adotam e não cuidam, que se cansam dos animais e passam a tratá-los mal e também pessoas que abandonam os animais quando ficam velhos ou doentes”. E as adoções de animais velhos ou com deficiências também são difíceis de acontecer e, na maioria das vezes, a emoção se sobrepõe à razão e os protetores acabam ficando com eles.

Navegante é hoje um município que tem políticas públicas para a causa animal, um departamento de bem estar animal eficiente e é a primeira cidade catarinense a contar com uma secretaria municipal exclusiva para cuidar da causa animal. Mesmo assim, os protetores independentes ou as ONGs ligadas à causa não tem qualquer subsídio e, dessa forma, acabam custeando todas as despesas.

“Quem vê de fora acha que os custos de um protetor em Navegantes são apenas com a alimentação, porque agora o Daba disponibiliza atendimento veterinário, castração, cirurgias. Mas os custos vão muito além disso, sem contar a dedicação que todo protetor consciente tem”, arremata Lílian.

 

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