Como sair das dívidas e reorganizar as finanças em 2026

Economista dá orientações em entrevista à Rádio Cidade Tubarão sobre cortes de gastos, renegociação e controle mensal

Leticia Matos

Publicado em: 24 de fevereiro de 2026

5 min.
Como sair das dívidas e reorganizar as finanças em 2026. - Imagem gerada por I.A.

Como sair das dívidas e reorganizar as finanças em 2026. - Imagem gerada por I.A.

Começar 2026 no vermelho é a realidade de muitos brasileiros. Diante de um cenário econômico que exige atenção redobrada, reorganizar as finanças deixou de ser apenas um desejo e passou a ser uma necessidade. Especialistas apontam que sair das dívidas depende de diagnóstico claro, mudança de hábitos e planejamento consistente.

Em entrevista à Rádio Cidade Tubarão, o economista Alex Bristot explicou quais são os primeiros passos para quem deseja retomar o equilíbrio financeiro e evitar um novo ciclo de endividamento.

1. Faça um diagnóstico completo das dívidas

Antes de qualquer decisão, é fundamental saber exatamente quanto se deve e para quem.

Inclua na lista:

  • Valor total da dívida
  • Taxa de juros aplicada
  • Prazo de pagamento
  • Multas e encargos
  • Prioridade (juros mais altos devem ser tratados primeiro)

Esse mapeamento evita surpresas e permite visualizar o tamanho do problema com clareza.

2. Corte gastos e suspenda despesas não essenciais

De acordo com Bristot, reorganizar as finanças passa por rever o padrão de consumo.

“Ver o que é possível cortar, o que é possível suspender. Às vezes a pessoa tem mais de um canal por assinatura ou pode suspender temporariamente esse serviço. Evitar comer fora também reduz custos”, orienta o economista.

Entre as medidas práticas estão:

  • Suspender serviços temporariamente
  • Reduzir gastos com lazer e alimentação fora de casa
  • Rever assinaturas e mensalidades
  • Priorizar despesas essenciais

Pequenos cortes no dia a dia podem gerar impacto significativo ao longo do mês.

3. Anote tudo e crie um controle mensal

Um dos principais erros de quem enfrenta dificuldades financeiras é não acompanhar para onde o dinheiro está indo.

“É pegar e fazer um controle mensal para identificar onde está indo o seu dinheiro. Hoje você encontra planilhas prontas na internet ou pode fazer uma anotação simples. Não tem muito segredo”, afirma Bristot.

Criar o hábito de registrar receitas e despesas permite:

  • Identificar excessos
  • Ajustar gastos rapidamente
  • Planejar pagamentos
  • Evitar novos atrasos

A disciplina no controle financeiro é determinante para manter o equilíbrio no longo prazo.

4. Renegocie dívidas com cautela

Renegociar pode ser uma alternativa eficiente, mas exige atenção às condições oferecidas.

“Renegociar dívidas sempre é uma alternativa. Só que tem que tomar cuidado para não alongar demais e acabar tendo um problema maior”, alerta o economista.

Antes de fechar acordo, é importante:

  • Avaliar a taxa de juros da nova proposta
  • Verificar o custo total da renegociação
  • Confirmar se a parcela cabe no orçamento atual
  • Evitar comprometer grande parte da renda mensal

Uma renegociação mal planejada pode agravar o endividamento.

5. Construa uma reserva de emergência

Além de quitar pendências, é essencial criar uma reserva financeira para imprevistos. Sem essa proteção, qualquer gasto inesperado pode levar de volta ao ciclo de dívidas.

A recomendação é guardar gradualmente um valor equivalente a pelo menos três meses das despesas fixas. Mesmo pequenos aportes mensais ajudam a formar essa segurança.

Mudança de postura é decisiva

Sair das dívidas não depende apenas de renda maior, mas de comportamento financeiro. Organização, disciplina e planejamento são as bases para transformar 2026 no ano da virada.

Com informação, controle e decisões conscientes, é possível reorganizar as finanças e construir uma relação mais saudável com o dinheiro.


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