A conta de energia elétrica deve ficar mais cara ao longo de 2026, com aumento médio estimado em até 8% no Brasil. O tema foi destaque em entrevista concedida pelo mentor financeiro William Brambilla à rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA, nesta sexta-feira (20), durante conversa com o jornalista Denis Luciano.
Segundo Brambilla, o reajuste é resultado de uma combinação de fatores que impactam diretamente o custo da geração e o consumo de energia no país. Entre os principais pontos estão o aumento nos custos das usinas, a influência das bandeiras tarifárias e o crescimento da demanda, especialmente em períodos de calor intenso.
“O consumo de energia aumenta muito com o uso de ar-condicionado e outros equipamentos. Isso eleva o custo de geração e acaba sendo repassado ao consumidor”, explicou.
Além da energia elétrica, o especialista destaca que o cenário econômico também pressiona o orçamento das famílias. Ele cita a alta de combustíveis, impactos de conflitos internacionais e o crédito mais caro, influenciado pela taxa Selic, como fatores que agravam a sensação de aumento generalizado dos gastos.
Como economizar na conta de luz
Diante do cenário de aumento, algumas medidas simples podem ajudar a reduzir o impacto no bolso. Entre as principais orientações destacadas pelo especialista estão:
- Substituir lâmpadas antigas por modelos de LED
- Evitar deixar aparelhos em stand-by
- Utilizar eletrodomésticos fora do horário de pico
- Reduzir o tempo de uso de equipamentos de alto consumo
Pequenas atitudes no dia a dia também fazem diferença. “São hábitos simples, como abrir e fechar a geladeira rapidamente, que ajudam a evitar desperdício de energia”, ressaltou.
Mercado livre de energia ganha espaço
Outro ponto abordado na entrevista é o avanço do chamado mercado livre de energia, que permite ao consumidor escolher fornecedores com tarifas mais competitivas. Embora ainda mais comum entre empresas, o modelo começa a se expandir para outros perfis de consumo.
De acordo com Brambilla, essa alternativa pode gerar economia significativa. “Hoje é possível reduzir entre 10% e 20% no custo da energia ao contratar fornecedores no mercado secundário”, afirmou.
Planejamento financeiro é essencial
Diante de um cenário de aumento progressivo de despesas, o especialista reforça a importância do planejamento financeiro. A organização dos gastos permite prever períodos de maior consumo, como os meses mais quentes, e ajustar o orçamento para evitar impactos maiores.
“Não é só sobre quanto se gasta, mas entender onde se está gastando. Isso permite cortar excessos e manter qualidade de vida ao longo do tempo”, concluiu.
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