O dólar à vista opera em forte queda frente ao real nesta terça-feira (27), acompanhando o enfraquecimento da moeda norte-americana no mercado internacional e a repercussão de dados de inflação divulgados no Brasil. Investidores avaliam o IPCA-15 de janeiro, que veio abaixo das expectativas, além do cenário externo marcado pela expectativa de manutenção dos juros nos Estados Unidos.
Por volta das 12h36, o dólar à vista registrava baixa de 1,06%, sendo negociado a R$ 5,224 na venda. Já o dólar futuro para fevereiro, contrato mais líquido da B3 no momento, recuava 0,55%, cotado a R$ 5,259. Na véspera, a moeda norte-americana havia encerrado o dia em R$ 5,2800, com queda de 0,14%.
Cotação do dólar comercial
- Compra: R$ 5,223
- Venda: R$ 5,224
O que explica a queda do dólar
O movimento de desvalorização do dólar é sustentado, em parte, pela expectativa de manutenção das taxas de juros tanto no Brasil quanto nos Estados Unidos. O Comitê de Política Monetária (Copom) e o Federal Reserve (Fed) iniciam reuniões nesta terça, com decisões previstas para quarta-feira (28).
Esse cenário mantém atrativo o chamado carry trade, estratégia em que investidores buscam retornos mais elevados em países com juros maiores, como o Brasil, favorecendo a entrada de capital estrangeiro e fortalecendo o real.
No exterior, a moeda americana também perde força diante de pares desenvolvidos e de diversas moedas emergentes. Pesam ainda no mercado fatores como o prêmio de risco associado à imprevisibilidade do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, a possibilidade de um novo shutdown a partir do próximo sábado e a expectativa pela indicação do próximo presidente do Fed, após a saída prevista de Jerome Powell em maio.
Inflação abaixo do esperado
No Brasil, o Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE) informou que o IPCA-15, prévia da inflação oficial, subiu 0,20% em janeiro, desacelerando em relação à alta de 0,25% registrada em dezembro. O resultado ficou levemente abaixo da mediana das projeções do mercado, que apontava avanço de 0,21%.
Os juros futuros reagiram de forma moderada ao dado, oscilando próximos aos ajustes anteriores, em meio também à leve alta dos rendimentos dos Treasuries de médio e longo prazos nos Estados Unidos.
Mais cedo, a Fundação Getulio Vargas (FGV) divulgou que o Índice Nacional de Custo da Construção (INCC-M) acelerou para 0,63% em janeiro, após alta de 0,21% em dezembro. Com isso, o indicador acumula avanço de 6,01% em 12 meses.
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