“É uma vergonha”: líder de associação nacional convoca caminhoneiros para greve e critica ministro dos transportes

Movimento será "ordeiro" e sem bloqueios de vias, destaca Sérgio Pereira, secretário nacional da ANTC

Maiquel Machado

Publicado em: 18 de março de 2026

5 min.
"É uma vergonha": líder de associação nacional convoca caminhoneiros para greve e critica ministro dos transportes. - Foto: Divulgação

"É uma vergonha": líder de associação nacional convoca caminhoneiros para greve e critica ministro dos transportes. - Foto: Divulgação

Em um discurso inflamado e repleto de críticas ao governo federal, o secretário-geral da Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC), Sérgio Pereira, convocou a categoria para uma paralisação nacional a partir desta quinta-feira (19). A mobilização, que promete ser ordeira, tem como ponto de partida, em Santa Catarina, um ato em frente à administração do Porto de Itajaí, às 9h.

Pereira não poupou palavras ao se referir à proposta de reajuste de 13% na tabela do frete apresentada pelo Ministro dos Transportes. “A vergonha que é o que o ministro do transporte quer fazer conosco, 13% na tabela do frete nacional. Isso é uma vergonha”, disparou. O líder sindical contrastou o percentual com o aumento do diesel, que, segundo ele, chegou a custar até R$ 3 a mais por litro em algumas regiões em apenas dez dias.

Pauta vai além do combustível

O secretário-geral da ANTC listou uma série de reivindicações que vão muito além do preço do diesel e da atualização da tabela. Entre os pontos da pauta apresentada por Pereira, destacam-se:

  • Aposentadoria especial aos 25 anos trabalhados para motoristas;
  • Fiscalização rigorosa do cumprimento do piso mínimo de frete;
  • Aplicação de multas da ANTT para empresas que descumprirem o piso;
  • Retomada da distribuição de combustível pela Petrobras para equilibrar os preços;
  • Criação de locais adequados para descanso e infraestrutura básica (banheiros, chuveiros) nas estradas e portos.

Críticas ao governo e à infraestrutura

Com tom de revolta, Pereira afirmou que o governo “está duvidando da força da categoria” e criticou duramente as condições de trabalho. “A gente vê vídeos aí dizendo que o governo federal nunca fez rodovia tão boa como a 101. Aonde que isso é bom, gente?”, questionou, apontando a falta de estrutura.

Ele usou o Porto de Itajaí como exemplo do descaso. “Nós não temos um local adequado nem para a gente fazer a necessidade básica. Não tem uma água para a gente tomar, não tem um local para a família ficar”, desabafou.

Convocação e formato da paralisação

Pereira reforçou que o movimento será “ordeiro” e sem bloqueios de vias. “Paralisação é em postos, é em estacionamento, é caminhão parado em casa, é não aceitar o frete das transportadoras”, explicou, pedindo o apoio da população.

O líder nacional encerrou com um convite direto aos caminhoneiros. “A partir das 9h, na frente da administração do Porto. Nós temos que mostrar a nossa força para eles entenderem o que carrega nas costas o país e seus trabalhadores.”

Confira abaixo um trecho da fala do dirigente:


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