Empreendedor catarinense ganha mais, trabalha mais e enfrenta desafios de inclusão

Estudo do Sebrae/SC revela perfil mais formalizado, renda acima da média nacional e baixa diversidade no empreendedorismo estadual

Redação

Publicado em: 20 de janeiro de 2026

5 min.
Empreendedor catarinense ganha mais, trabalha mais e enfrenta desafios de inclusão. - Foto: Divulgação

Empreendedor catarinense ganha mais, trabalha mais e enfrenta desafios de inclusão. - Foto: Divulgação

Santa Catarina reúne cerca de 1,3 milhão de empreendedores, o equivalente a 4,3% do total existente no Brasil, e apresenta um perfil mais estruturado quando comparado à média nacional. Os dados fazem parte do levantamento Perfil do Empreendedor Catarinense, elaborado pelo Observatório de Negócios do Sebrae/SC com base na PNAD Contínua do IBGE, referente ao terceiro trimestre de 2025.

O estudo aponta que o rendimento médio mensal dos empreendedores catarinenses é 38% superior ao observado no país. Entre os trabalhadores por conta própria, a média chega a R$ 4.194, enquanto os empregadores alcançam R$ 9.672 mensais. Em contrapartida, a jornada semanal média é de 41,5 horas, cerca de três horas a mais do que a média brasileira, o que indica maior dedicação às atividades empreendedoras no estado.

Serviços lideram o empreendedorismo em SC

O setor de serviços concentra a maior parte dos empreendedores catarinenses, respondendo por 42,1% das atividades. Na sequência aparecem o comércio, com 17,6%, e a agropecuária, com 14,7%. Esse perfil reforça a predominância de negócios ligados à prestação de serviços e ao atendimento direto à população.

Outro destaque do levantamento é o nível de formalização. Santa Catarina apresenta uma taxa de informalidade 15 pontos percentuais menor que a média nacional. Ainda assim, o índice segue elevado: 50,4% dos empreendedores atuam de forma informal no estado, o que mantém o tema como um desafio relevante para políticas públicas e ações de apoio ao pequeno negócio.

Perfil demográfico e escolaridade

O empreendedor catarinense é majoritariamente homem (63,4%), enquanto as mulheres representam 36,6% do total — percentual superior ao registrado no Brasil, com 2,3 pontos percentuais a mais. A faixa etária predominante está entre 40 e 59 anos, concentrando 44,9% dos empreendedores.

Em relação à escolaridade, 39,7% possuem ensino médio completo e 32,9% têm ensino superior, índice 6,4 pontos percentuais acima da média nacional. A maioria ocupa a posição de responsável pelo domicílio, reforçando o papel central do empreendedor na sustentação econômica das famílias catarinenses.

Baixa diversidade ainda é desafio

O levantamento também chama atenção para a baixa diversidade racial no empreendedorismo catarinense. Segundo os dados, 83,8% dos empreendedores se declaram brancos, 13% pardos e apenas 2,5% pretos. O cenário evidencia a necessidade de ampliar políticas e programas voltados à inclusão e à diversidade no ambiente de negócios.

Para o gerente de Gestão Estratégica do Sebrae/SC, Roberto Füllgraf, os números refletem avanços importantes, mas também indicam pontos que exigem atenção. Segundo ele, Santa Catarina possui um ambiente favorável aos negócios, com empreendedores mais qualificados e maior capacidade de geração de renda, mas ainda precisa avançar na inclusão e na redução da informalidade.


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