Florianópolis fecha 2025 com maior alta de preços entre capitais

Capital catarinense encerrou 2025 com inflação de 5,17%, a maior entre as capitais pesquisadas, acima da média nacional

Vitor Wolff

Publicado em: 13 de janeiro de 2026

3 min.
Florianópolis fecha 2025 com maior alta de preços entre capitais - Foto: Allan Carvalho/PMF

Florianópolis fecha 2025 com maior alta de preços entre capitais - Foto: Allan Carvalho/PMF

Florianópolis encerrou dezembro de 2025 com variação de preços de 0,43%, índice acima da média nacional, que ficou em 0,33 no mesmo período. O resultado indica uma pressão inflacionária moderada no fim do ano, impulsionada principalmente pelo aumento da demanda típica da temporada de verão.

No ranking das capitais com maior variação em dezembro, Florianópolis ocupou a oitava posição, ficando atrás de Porto Alegre (0,63), Rio Branco e Salvador (0,59). Ainda assim, o índice da capital catarinense superou o registrado em cidades como São Paulo (0,27) e Belo Horizonte (0,41).

Entre as capitais do Sul, o comportamento foi distinto. Enquanto Florianópolis apresentou alta, Curitiba registrou leve deflação de -0,02, evidenciando a influência de fatores locais como turismo, serviços e custos sazonais sobre os preços.

No acumulado de 2025, Florianópolis liderou o ranking nacional, com variação de 5,17%, acima da média brasileira de 4,26%, segundo dados do Índice de Custo de Vida (ICV) da Udesc Esag. O resultado superou capitais como São Paulo (4,80%), Porto Alegre (4,79%) e Grande Vitória (4,97%).

De acordo com a economista Bruna Soto, do ICV da Udesc, a maior pressão inflacionária ao longo do ano foi puxada principalmente pelos alimentos e pelos gastos com moradia, grupos que pesam mais no orçamento das famílias.

No acumulado de 12 meses, alguns produtos registraram aumentos expressivos em Florianópolis. A batata inglesa liderou as altas, com elevação de 68,46%, seguida por itens como pedras para manutenção residencial (51,23%), café solúvel (47,75%), café em pó (47,00%) e tomate (46,45%). Os dados mostram que a inflação recente foi fortemente influenciada por alimentos e despesas do dia a dia.

Fonte: Udesc


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