O período de entrega do Imposto de Renda Pessoa Física (IRPF) 2026, referente aos rendimentos obtidos em 2025, começa em 23 de março e termina em 29 de maio.
Segundo a coordenadora do curso de Ciências Contábeis da Faculdade Anhanguera, Isabel Ermisa Pizzorno, o imposto de renda pode ser mais do que uma obrigação anual: ele também funciona como uma ferramenta de organização financeira.
“A declaração não é apenas uma obrigação fiscal. Ela funciona como um retrato completo da vida financeira do contribuinte. Quem organiza documentos ao longo do ano consegue visualizar renda, patrimônio, despesas e investimentos com mais clareza”, explica.
Declaração pode ajudar a melhorar a organização financeira
De acordo com a especialista, o momento de preencher a declaração também é uma oportunidade para revisar decisões financeiras importantes. Avaliar qual modelo de declaração é mais vantajoso — simplificado ou completo — e acompanhar os gastos dedutíveis pode ajudar o contribuinte a reduzir erros e até aumentar a restituição.
Outro ponto importante é acompanhar as retenções de imposto na fonte, o que permite entender quanto já foi pago ao longo do ano e se haverá imposto a pagar ou valor a receber.
Mudanças econômicas reforçam a importância do planejamento
O cenário econômico para os próximos anos também reforça a necessidade de atenção ao imposto de renda. Entre os temas em debate estão propostas de ampliação da faixa de isenção para rendas mais baixas e possíveis ajustes graduais na tabela do imposto.
Essas mudanças podem impactar diretamente o planejamento financeiro das famílias.
“Quando o contribuinte entende como funciona a tabela do imposto, como são aplicadas as deduções e quais rendimentos precisam ser informados, ele consegue se planejar melhor ao longo do ano, evitando surpresas e distribuindo melhor seus recursos”, afirma a coordenadora.
Dicas para usar o Imposto de Renda no planejamento financeiro
A especialista recomenda algumas práticas simples que podem ajudar na organização e evitar problemas com a Receita Federal.
1. Organize documentos durante o ano
Guarde informes de rendimentos, extratos bancários e comprovantes digitalizados para facilitar o preenchimento da declaração.
2. Registre despesas dedutíveis mensalmente
Gastos com saúde, educação e previdência privada devem ser acompanhados ao longo do ano.
3. Acompanhe o imposto retido na fonte
Entender quanto já foi pago ajuda a prever restituições ou valores adicionais a pagar.
4. Revise seus investimentos
Cada aplicação financeira possui regras tributárias diferentes. Conhecê-las ajuda a tomar decisões mais estratégicas.
5. Faça simulações antes de enviar
Comparar o modelo simplificado e o completo pode gerar economia real.
6. Use a restituição de forma estratégica
Caso tenha valores a receber, o ideal é priorizar o pagamento de dívidas ou reforçar a reserva financeira.
Para a especialista, a principal vantagem da organização é transformar a declaração anual em uma ferramenta de controle da vida financeira.
“Mais do que evitar a malha fina, o planejamento permite que o contribuinte utilize a declaração como instrumento de crescimento financeiro”, conclui.
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