Faltando menos de um mês para o início do prazo de entrega do Imposto de Renda 2026, referente aos rendimentos recebidos no último ano, muitos contribuintes ainda têm dúvidas sobre qual modelo de declaração escolher: completo ou simplificado.
A decisão pode impactar diretamente o valor do imposto a pagar ou da restituição a receber e deve levar em conta o perfil de renda e o volume de despesas dedutíveis de cada pessoa.
Atualmente, a Receita Federal disponibiliza dois formatos de envio da declaração. Entenda como funciona cada um e em quais situações podem ser mais vantajosos.
Declaração simplificada: menos burocracia
No modelo simplificado, o contribuinte informa todos os rendimentos tributáveis recebidos ao longo de 2025 e recebe automaticamente um desconto padrão de 20% sobre a base de cálculo do imposto.
Esse abatimento é limitado ao teto de R$ 16.754,24 e substitui todas as deduções legais previstas no modelo completo.
Como funciona na prática:
- Aplica desconto fixo de 20% sobre os rendimentos tributáveis;
- Não exige comprovação de despesas;
- Dispensa o detalhamento de gastos com saúde, educação e pensão alimentícia;
- É indicado para quem tem poucas despesas dedutíveis.
Ao optar pela declaração simplificada, o contribuinte abre mão de deduções específicas, mas ganha em praticidade e redução de burocracia.
Declaração completa: indicada para quem tem mais despesas
Já o modelo completo é mais detalhado e permite a dedução de despesas previstas em lei, como:
- Gastos com plano de saúde;
- Despesas médicas;
- Educação;
- Pensão alimentícia;
- Contribuições ao INSS;
- Dependentes.
Nesse formato, o contribuinte deve guardar todos os comprovantes por, no mínimo, cinco anos, prazo em que a Receita Federal pode solicitar esclarecimentos.
É importante destacar que há limites de dedução para cada tipo de despesa e que só podem ser abatidos gastos referentes ao próprio contribuinte ou a seus dependentes legais. Despesas com pais ou cônjuges que não estejam declarados como dependentes não podem ser incluídas.
O próprio sistema indica a melhor opção
Durante o preenchimento no programa oficial do IRPF, o sistema calcula automaticamente qual modelo é mais vantajoso.
Se o contribuinte preencher pelo modelo completo, mas o simplificado oferecer maior restituição ou menor imposto a pagar, o próprio programa permite a migração automática antes do envio final.
Por isso, especialistas recomendam sempre preencher todas as informações disponíveis e deixar que o sistema faça a simulação comparativa.
Quando começa o prazo de entrega do IR 2026?
Embora o calendário oficial ainda não tenha sido divulgado pela Receita Federal, nos últimos anos o prazo de entrega começou em março e terminou no último dia útil de maio.
Quem perde o prazo está sujeito ao pagamento de multa, cujo valor mínimo é de R$ 165,74, podendo chegar a 20% do imposto devido.
Quem está isento do Imposto de Renda em 2026?
Apesar da aprovação da nova tabela do Imposto de Renda, que amplia a faixa de isenção para quem recebe até R$ 5 mil por mês, a mudança ainda não vale para a declaração de 2026.
Isso porque a nova regra passa a valer apenas para rendimentos recebidos a partir de 2026, impactando na prática a declaração que será entregue em 2027.
Atualmente, o limite oficial de isenção é de R$ 2.428,80 mensais. No entanto, com os ajustes aplicados, a isenção efetiva contempla rendimentos de até R$ 3.036 por mês, equivalente a dois salários mínimos.
Antes de enviar a declaração, o contribuinte deve reunir todos os informes de rendimento, comprovantes de despesas e documentos de dependentes. A escolha correta do modelo pode representar economia e evitar problemas futuros com a Receita Federal.
📲 Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
👉 Clique aqui e acompanhe.