A definição de quem pertence à classe média no Brasil gera dúvidas recorrentes, especialmente em um contexto de custo de vida elevado e renda cada vez mais pressionada. Sem uma lei específica que estabeleça critérios oficiais, a classificação é feita a partir de estudos de órgãos públicos, institutos de pesquisa e análises econômicas que usam a renda familiar como principal referência.
Na prática, esses parâmetros ajudam a identificar quem está entre a pobreza e a alta renda, formando o grupo intermediário da pirâmide social brasileira.
Quem é considerado classe média no Brasil hoje?
A classificação leva em conta a renda mensal total da família, ou seja, a soma dos rendimentos de todas as pessoas que vivem no mesmo domicílio. Esse valor é comparado a faixas definidas por instituições como o IBGE, a Fundação Getulio Vargas (FGV) e consultorias econômicas.
Apesar das variações metodológicas entre estudos, a lógica é semelhante: a classe média é formada por famílias que já superaram a linha da pobreza, mas ainda não atingiram o padrão de consumo e patrimônio das camadas mais ricas da sociedade.
Quais faixas de renda definem baixa, média e alta renda?
De forma simplificada, levantamentos recentes costumam dividir a população brasileira em três grandes grupos, com base na renda familiar mensal:
- Baixa renda: até cerca de R$ 3.000 por família;
- Classe média: entre aproximadamente R$ 3.000 e R$ 10.000 por família;
- Alta renda: acima de R$ 10.000 por família.
Esses recortes não são absolutos, mas ajudam a compreender padrões de consumo, acesso a serviços e posição econômica dos domicílios no país.
Como funciona a renda per capita da classe média?
Outra forma comum de análise é a renda per capita, calculada pela divisão da renda total da casa pelo número de moradores. Nesse critério, costuma-se enquadrar como classe média quem possui renda entre R$ 1.500 e R$ 3.000 por pessoa, podendo chegar a valores maiores na chamada classe média alta.
Um exemplo prático: uma família com quatro pessoas e renda total de R$ 6.000 tem renda per capita de R$ 1.500. Estatisticamente, esse domicílio é considerado classe média, embora a percepção de conforto financeiro varie conforme a cidade, o custo de vida local e o estilo de consumo.
Por que tantos brasileiros de classe média vivem apertados?
Mesmo enquadradas como classe média, muitas famílias enfrentam dificuldades para fechar o orçamento, especialmente nos grandes centros urbanos. O aumento contínuo dos preços e a dependência de serviços privados ampliam a sensação de sufoco financeiro.
Entre os principais gastos que pressionam a renda estão:
- moradia e aluguel;
- transporte;
- alimentação;
- saúde e educação privadas;
- dívidas com juros elevados.
Com isso, sobra pouco espaço para poupança, lazer ou planejamento de longo prazo, alimentando a percepção da chamada “classe média espremida”.
A classe média perdeu poder de compra?
A comparação com anos anteriores indica uma perda real de poder de compra. Mesmo quando há reajustes salariais, a inflação reduz a capacidade do dinheiro de cobrir despesas básicas, sobretudo em itens como alimentação, moradia e serviços essenciais.
Por isso, entender quem é classe média no Brasil vai além dos números. Envolve analisar o custo de vida, o número de dependentes, a região onde se vive e as escolhas de consumo. As classificações econômicas organizam os dados, mas o impacto concreto aparece no orçamento mensal e na dificuldade de planejar o futuro.
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