Receita Federal apura acesso indevido a dados de ministros do STF

O pedido de auditoria partiu do próprio STF

Maiquel Machado

Publicado em: 17 de fevereiro de 2026

3 min.
Receita apura acesso indevido a dados de ministros do STF. - Foto: Divulgação

Receita apura acesso indevido a dados de ministros do STF. - Foto: Divulgação

A Receita Federal informou nesta terça-feira (17) que não tolera desvios relacionados ao sigilo fiscal e que mantém auditoria em andamento para apurar acessos indevidos a dados de ministros do Supremo Tribunal Federal (STF), seus familiares e outras pessoas vinculadas à Corte.

O que está em apuração envolve acessos realizados nos últimos três anos aos sistemas da Receita. O pedido de auditoria partiu do próprio STF em 12 de janeiro deste ano, após notícias divulgadas pela imprensa. A Corregedoria da Receita já havia aberto procedimento no dia anterior para investigar o caso.

Auditoria está em andamento

Segundo a Receita Federal, a auditoria abrange dezenas de sistemas e contribuintes. Os desvios já identificados foram comunicados de forma preliminar ao relator do caso no STF.

Além desse procedimento, existe investigação prévia conduzida em parceria com a autoridade policial. De acordo com o órgão, os resultados poderão ser divulgados oportunamente, conforme o andamento das apurações.

Sistemas são rastreáveis, diz Receita

A Receita destacou que seus sistemas são totalmente rastreáveis, o que permite identificar qualquer acesso indevido. Segundo o órgão, eventuais irregularidades são detectáveis, auditáveis e passíveis de punição, inclusive na esfera criminal.

O sigilo fiscal é considerado um dos pilares do sistema tributário brasileiro, e a instituição reforçou que não admite desvios nesse âmbito.

Medidas de controle foram ampliadas

Desde 2023, a Receita informou ter ampliado os mecanismos de controle de acesso a dados fiscais. Entre as medidas adotadas estão:

  • Restrição mais rigorosa aos perfis de acesso;
  • Ampliação de sistemas de alerta;
  • Monitoramento contínuo de acessos sensíveis.

No período, foram concluídos sete processos disciplinares, com três demissões e aplicação de sanções nos demais casos.

A Receita afirmou que o mesmo rigor continuará sendo aplicado em todos os procedimentos em curso.

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