Remédios terão reajuste mínimo histórico e surpreendem consumidores

Índice máximo autorizado pela Anvisa fica abaixo da inflação e varia conforme a concorrência no mercado farmacêutico

Redação

Publicado em: 31 de março de 2026

4 min.
Remédios terão reajuste mínimo histórico e surpreendem consumidores. - Foto: Canva

Remédios terão reajuste mínimo histórico e surpreendem consumidores. - Foto: Canva

O reajuste anual dos preços de medicamentos no Brasil terá um teto médio de até 2,47% neste ano, segundo anúncio da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) nesta terça-feira (31). O índice é o menor registrado nos últimos 20 anos e fica abaixo da inflação acumulada dos últimos 12 meses, que chegou a 3,81%.

A definição foi publicada pela Câmara de Regulação do Mercado de Medicamentos (CMED), órgão responsável por estabelecer os limites de aumento no setor farmacêutico.

Como ficará o reajuste dos medicamentos

A CMED determinou três faixas de reajuste, que variam de acordo com o nível de concorrência entre os medicamentos:

  • Nível 1: até 3,81% para medicamentos com alta concorrência
  • Nível 2: até 2,47% para medicamentos com concorrência intermediária
  • Nível 3: até 1,13% para medicamentos com pouca ou nenhuma concorrência

Na prática, isso significa que nem todos os remédios terão o mesmo aumento, e alguns podem ter reajustes menores ou até nenhum aumento.

Aumento não é automático

Apesar da autorização, os reajustes não são obrigatórios. Farmácias e fabricantes podem decidir aplicar aumentos menores ou manter os preços atuais, dependendo das condições de mercado.

A regulação busca equilibrar dois pontos principais:

  • Proteger o consumidor contra aumentos abusivos
  • Garantir a sustentabilidade da indústria farmacêutica

Como o cálculo é feito

O reajuste anual segue uma fórmula definida pela Lei 10.742/2003. O cálculo parte da inflação oficial (IPCA) e desconta ganhos de produtividade da indústria.

Segundo a CMED, esse modelo permite que parte da eficiência do setor seja repassada ao consumidor, resultando em aumentos menores.

Medicamentos fora da regra

Nem todos os produtos seguem essa lógica de reajuste anual. Alguns têm regras específicas, como:

  • Medicamentos fitoterápicos
  • Produtos homeopáticos
  • Medicamentos isentos de prescrição com alta concorrência

Esses itens podem ter variações de preço diferentes das estabelecidas pela CMED.

O que isso significa para o consumidor

O reajuste menor que a inflação indica uma tentativa de conter o impacto no bolso dos brasileiros. No entanto, o efeito prático dependerá das decisões de cada fabricante e farmácia.

Mesmo com o teto definido, os preços finais podem variar conforme região, marca e política comercial dos estabelecimentos.


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