Santa Catarina aperta o cerco e mira preços abusivos nos combustíveis

Governo passa a enviar dados diários de mais de 2 mil postos à ANP e ao Procon para ampliar fiscalização no estado

Redação

Publicado em: 27 de março de 2026

4 min.
SC aperta o cerco e mira preços abusivos nos combustíveis. - Foto: Canva

SC aperta o cerco e mira preços abusivos nos combustíveis. - Foto: Canva

O Governo de Santa Catarina anunciou uma nova estratégia para intensificar a fiscalização dos preços de combustíveis no estado. A medida prevê o envio contínuo de dados da Secretaria de Estado da Fazenda (SEF/SC) à Agência Nacional do Petróleo, Gás Natural e Biocombustíveis (ANP) e ao Procon/SC. O objetivo é ampliar a transparência e combater possíveis abusos nos valores cobrados nos postos.

A iniciativa utiliza informações extraídas das notas fiscais eletrônicas de mais de 2 mil estabelecimentos catarinenses. Os dados incluem o preço médio de venda praticado e serão compartilhados sem comprometer o sigilo fiscal dos contribuintes.

Monitoramento mais rígido dos preços

Com a nova parceria, os órgãos de fiscalização passam a contar com um histórico detalhado dos preços praticados no estado. Isso permitirá:

  • Identificar variações fora do padrão de mercado
  • Detectar aumentos repentinos e injustificados
  • Monitorar o comportamento dos preços ao longo do tempo
  • Reforçar ações contra práticas abusivas

Segundo o secretário da Fazenda Cleverson Siewert, a tecnologia será fundamental para garantir mais eficiência no controle. Ele destaca que os dados são atualizados diariamente e não geram custos adicionais ao Estado.

Procon amplia atuação com operação em andamento

Além da ANP, o Procon/SC também terá acesso às informações. O órgão já iniciou, no último dia 17, a operação Aequus, que atua diretamente na fiscalização de combustíveis em todas as regiões catarinenses.

A ação começou com foco no diesel e agora avança sobre o preço da gasolina. A diretora do Procon/SC, delegada Michele Alves, afirma que o objetivo é garantir equilíbrio no mercado e proteger o consumidor.

Modelo de SC difere de acordo nacional

Santa Catarina optou por não aderir ao modelo nacional firmado entre a ANP e outros estados. No acordo federal, o compartilhamento de dados depende da autorização dos contribuintes, o que pode limitar a efetividade da fiscalização.

Já o modelo catarinense permite acesso contínuo às informações, garantindo maior agilidade e eficiência no monitoramento dos preços — especialmente em relação às variações do diesel.

Transparência e defesa do consumidor

Com a nova sistemática, o governo estadual aposta em três pilares principais:

  • Transparência na formação de preços
  • Fortalecimento da fiscalização
  • Defesa direta do consumidor

A expectativa é que a medida contribua para um mercado mais equilibrado, reduzindo práticas abusivas e aumentando a confiança da população nos valores cobrados nos postos.


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