A rede municipal de ensino de Criciúma passou a contar com 500 abafadores de ruído para atender estudantes com hipersensibilidade auditiva. Os equipamentos foram distribuídos nas 62 unidades escolares do município e já estão disponíveis para uso em situações de maior intensidade sonora, como recreios, aulas de Educação Física e eventos escolares.
A medida busca reduzir impactos provocados por ambientes com excesso de ruído, que podem comprometer a concentração, o bem-estar e a permanência de alunos nas atividades pedagógicas.
O que muda na prática
Com a nova distribuição, cada escola recebeu um kit contendo abafadores, um guia com orientações sobre uso adequado e uma placa informando que o recurso está disponível para empréstimo.
A proposta é que os equipamentos sejam utilizados sempre que houver necessidade, tanto por estudantes quanto por visitantes. A orientação é que o uso seja feito de forma pontual, especialmente em momentos de grande fluxo sonoro.
Segundo a gerente de Assuntos Educacionais Específicos, Andréia Berto, a iniciativa tem foco pedagógico.
“Os abafadores contribuem para a aprendizagem ao reduzir o excesso de ruídos, ajudando o estudante a concentrar-se melhor e a se sentir mais seguro e confortável no ambiente escolar. Com menos sobrecarga sensorial, ele consegue participar das atividades de forma plena”, explicou.
Inclusão como política pública
A hipersensibilidade auditiva é uma condição frequentemente associada a estudantes neurodivergentes, como aqueles dentro do Transtorno do Espectro Autista (TEA). Em ambientes escolares, sons considerados comuns para a maioria podem provocar desconforto intenso ou sobrecarga sensorial.
De acordo com a Secretaria Municipal de Educação, a entrega dos materiais no início do calendário escolar tem o objetivo de garantir atendimento imediato às demandas já identificadas nas unidades.
Para a secretária de Educação, Geovana Benedet Zanette, a ação reforça o compromisso com um ensino mais individualizado.
“Cada estudante percebe o mundo de um jeito único e, para alguns, os sons que parecem comuns podem ser intensos e desconfortáveis. A iniciativa garante mais conforto sensorial e torna a escola um espaço ainda mais acolhedor para todos”, afirmou.
Demanda crescente por acessibilidade
Nos últimos anos, as redes públicas de ensino têm ampliado investimentos em recursos de acessibilidade e inclusão. Além de adaptações estruturais, cresce a oferta de materiais e estratégias pedagógicas voltadas a estudantes com necessidades específicas.
Em Criciúma, a distribuição dos abafadores passa a integrar esse conjunto de ações voltadas à permanência e participação dos alunos em todas as atividades escolares, sem restrição.
A medida não altera a rotina das escolas, mas amplia as alternativas de apoio para garantir que todos os estudantes tenham condições adequadas de aprendizagem.
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