O mês de nascimento pode estar associado ao desempenho escolar das crianças. É o que aponta um estudo divulgado pelo National Bureau of Economic Research (NBER), que analisou dados educacionais de longo prazo e identificou diferenças médias no rendimento acadêmico relacionadas à idade dos alunos ao ingressarem na escola.
Segundo a pesquisa, crianças nascidas em setembro — início do ano letivo em diversos países do Hemisfério Norte — tendem a apresentar desempenho acadêmico superior em comparação com colegas da mesma série. Outubro e novembro também aparecem com médias mais altas nos indicadores educacionais.
Os pesquisadores ressaltam que os dados representam uma tendência estatística e não determinam o nível de inteligência individual ou o QI de cada criança.
Idade relativa pode explicar vantagem
A principal explicação apresentada pelo estudo está ligada ao conceito de idade relativa na escola. Em países onde o calendário escolar começa em setembro, os alunos nascidos nesse mês costumam ser os mais velhos da turma.
Essa diferença de até quase um ano é significativa nos primeiros anos de vida escolar. Crianças ligeiramente mais velhas tendem a apresentar maior maturidade cognitiva, emocional e motora, o que pode facilitar o aprendizado inicial da leitura, da escrita e da matemática.
Com o tempo, essa vantagem inicial pode se refletir em melhores notas e maior autoconfiança acadêmica.
Fatores sazonais também são analisados
Além da estrutura do sistema educacional, o levantamento considera fatores ambientais durante a gestação e os primeiros meses de vida.
Entre os aspectos analisados estão:
- Exposição à luz solar;
- Níveis de vitamina D;
- Variações sazonais na alimentação materna;
- Condições climáticas no início da vida.
De acordo com o estudo, esses elementos podem influenciar o desenvolvimento cerebral e ajudar a explicar por que o mês de nascimento aparece associado a diferenças médias de desempenho.
Desvantagem temporária para os mais novos
A pesquisa também observou que crianças nascidas pouco antes da data de corte escolar — e que, portanto, são as mais novas da turma — podem apresentar desvantagem inicial no ambiente competitivo da sala de aula.
Especialistas afirmam, no entanto, que essas diferenças tendem a diminuir com o crescimento e não definem o potencial intelectual da criança ao longo da vida.
Mês não define inteligência
Apesar dos resultados, os pesquisadores reforçam que o mês de nascimento não determina o sucesso acadêmico de forma isolada.
Fatores como:
- Estímulo familiar;
- Qualidade da educação;
- Contexto socioeconômico;
- Oportunidades de aprendizado;
- Acompanhamento pedagógico;
têm impacto muito mais relevante no desenvolvimento cognitivo.
O estudo aponta apenas uma correlação estatística, sem estabelecer relação direta de causa e efeito entre nascer em determinado mês e ser mais inteligente.
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