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Sinte exige reajuste salarial e não descarta greve

Criciúma
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Foto: Divulgação arquivo / Imagem ilustrativa

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Sinte exige reajuste salarial e não descarta greve

Proposta do governo do estado está muito abaixo do esperado

CRICIUMA

O Sindicato dos Trabalhadores em Educação de Santa Catarina (Sinte/SC) intensificou as reivindicações por melhorias nas condições da rede estadual de ensino e reajuste salarial para os profissionais da educação. De acordo com Evandro Accadrolli, coordenador estadual do sindicato, a categoria enfrenta uma defasagem de 23% nos vencimentos, considerando o período de 2021 a 2025. Diante desse cenário, a possibilidade de paralisação não está descartada.

Infraestrutura precária e falta de profissionais

Segundo Accadrolli, o início do ano letivo foi marcado por graves problemas estruturais nas escolas da rede estadual. Atrasos na convocação de profissionais admitidos em caráter temporário (ACTs) comprometeram o atendimento da demanda estudantil, e até o momento, o quadro de servidores não foi totalmente recomposto. Além disso, as condições físicas das escolas são um fator preocupante.

Dados do Censo Escolar do IBGE apontam que Santa Catarina ocupa a nona posição no ranking nacional de infraestrutura escolar, um dado preocupante para um estado com capacidade financeira de oferecer uma educação de qualidade. O coordenador do Sinte destaca que, das 14 mil unidades escolares, apenas 5 mil possuem ar-condicionado instalado. No entanto, muitas delas não dispõem de redes elétricas adequadas para suportar os equipamentos, o que inviabiliza seu uso nos períodos de calor intenso.

Reajuste e valorização profissional

O Sinte/SC também cobra do governo estadual a recomposição salarial dos profissionais da educação. Conforme explica Accadrolli, a defasagem acumulada nos últimos anos chega a 18%, enquanto a diferença entre o piso estadual e o piso nacional do magistério atinge 5%, tornando urgente uma correção nos salários.

“O governo precisa cumprir sua promessa e destinar 100% dos recursos do Fundeb para a folha de pagamento. A arrecadação do estado bate recordes sucessivos, com uma reserva financeira que já chega a R$ 14 bilhões. A população exige que esses impostos sejam revertidos em áreas essenciais, como saúde, educação e segurança”, argumenta o coordenador do sindicato.

Assembleia e mobilização

Diante da falta de uma proposta que contemple as necessidades da categoria, o Sinte convocou uma assembleia estadual para o dia 26 de março, com o objetivo de pressionar o governo por uma resposta mais concreta. A principal demanda do sindicato é o reajuste imediato de 23% para recompor as perdas salariais, além da abertura de um diálogo sobre melhorias no plano de carreira dos profissionais da educação.

O sindicato alerta que, caso o governo estadual não apresente uma solução satisfatória, a mobilização poderá se intensificar, e uma greve da categoria não está descartada.

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