Com a chegada do verão, praias de Santa Catarina se transformam em verdadeiros centros esportivos a céu aberto. Quadras de beach tennis ficam lotadas, o vôlei de praia ganha força e as corridas à beira-mar se tornam rotina. No entanto, o aumento da prática esportiva também eleva o risco de lesões, especialmente entre pessoas que passam boa parte do ano sem atividade física regular.
O alerta é do professor de Fisioterapia da UniSul, Robson Pacheco, doutor em Ciências da Saúde, que destaca a importância da preparação adequada antes de iniciar qualquer esporte na areia. Segundo ele, a instabilidade do terreno exige maior esforço do corpo e pode provocar diferentes tipos de traumas.
Lesões mais comuns nos esportes de areia
De acordo com o especialista, as lesões mais frequentes durante o verão atingem diversas regiões do corpo.
“São lesões de ombro, cotovelo, punho, joelho e tornozelo, além das musculares, como tendinites e tenossinovites. A areia, por sua instabilidade, aumenta o esforço e exige preparo prévio”, explica.
Aquecimento não é opcional
Antes de qualquer atividade, o aquecimento deve ser encarado como etapa obrigatória.
“O aquecimento muscular é essencial para evitar que, ao iniciar a partida, ocorram lesões musculares como estiramentos e contraturas”, afirma Pacheco.
O professor orienta que não é necessário um protocolo complexo. Entre 10 e 15 minutos de movimentos amplos, leves e progressivos já são suficientes para preparar as grandes articulações e grupos musculares.
Areia fofa ou compacta: qual o impacto?
Outro fator decisivo é o tipo de areia.
“A areia fofa causa muito mais instabilidade no movimento, favorecendo lesões ligamentares e musculares”, ressalta. Por isso, ele reforça a importância do fortalecimento muscular contínuo para quem pratica atividades em terrenos instáveis.
Além disso, o ritmo do treino deve ser ajustado gradualmente. “Respeitar os limites do corpo é fundamental para evitar sobrecarga e lesões”, orienta.
Tênis ou descalço?
A escolha do calçado varia conforme a modalidade. Para caminhadas e corridas na praia, o uso de tênis é altamente recomendado.
“A instabilidade do terreno gera sobrecarga nas articulações e também na fáscia plantar”, explica o professor.
Já esportes como vôlei de praia e beach soccer dispensam o uso de calçados, desde que praticados em locais adequados e com preparo físico.
Calor, hidratação e sinais do corpo
O calor intenso do verão também contribui para o aumento do risco de lesões. A desidratação pode alterar o metabolismo muscular e provocar problemas como câimbras.
“Se há baixa ingestão de líquidos e aumento da perda de água, a propensão de lesões é maior”, alerta Pacheco.
Dores persistentes, sensação de queimação, estiramento e inchaços são sinais claros de que algo não vai bem e não devem ser ignorados.
Atenção redobrada para iniciantes
Para quem está começando, o acompanhamento profissional faz toda a diferença.
“O gestual esportivo, a progressão do treino e a periodicidade são extremamente importantes para um início seguro”, destaca.
O descanso entre as atividades também faz parte da prevenção. O professor recomenda um período adequado de recuperação, com hidratação, alongamentos e relaxamento muscular, que pode variar conforme cada pessoa.
Regularidade é a chave para um verão seguro
Segundo Pacheco, esportes de areia exigem força, potência e resistência muscular.
“Treinos de força e resistência pelo menos três vezes por semana são essenciais”, afirma.
Para ele, o maior risco não está na areia ou no calor, mas no comportamento. “Pessoas sedentárias que querem render como atletas no verão têm chances altíssimas de se lesionar”, conclui.
A regra é simples: aquecer, fortalecer, hidratar e respeitar os próprios limites.
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