No futebol, jogadas importantes também podem acontecer fora das quatro linhas. E o Joinville Esporte Clube acabou de confirmar uma nova jogada com o anuncio da contratação de Alisson da Silva, de 45 anos, mais conhecido como Da Silva, para o cargo de gerente de futebol. O nome não é novo na Arena Joinville. Pelo contrário: é um velho conhecido da torcida e, acima de tudo, um profissional da casa.
Das traves ao escritório
Da Silva começou sua trajetória nos gramados como jogador profissional no Botafogo-PB. Depois, vestiu as camisas de Sport e ASA de Arapiraca. Mas foi em 2002 que sua história se entrelaçou definitivamente com o JEC. Naquele ano, chegou ao clube e ficou até 2004, período em que defendeu a camisa tricolor em dois Campeonatos Catarinenses e duas edições da Série B do Brasileirão.
Quem pensa que sua ligação com o Joinville terminou ali, se engana. Em 2014, Da Silva iniciou uma nova fase — ainda mais significativa. Passou a atuar nas categorias de base do clube, percorrendo todas as etapas de formação, e também integrou o projeto Tricolor Mirins, parceiro oficial do JEC na preparação das jovens promessas.
O profissional que a casa conhece
A decisão da diretoria não foi aleatória. Segundo o clube, Da Silva reúne habilidades consideradas fundamentais neste momento delicado do futebol brasileiro: responsabilidade financeira e na gestão do futebol, conhecimento profundo da estrutura do JEC e a capacidade de manter a linha de trabalho já iniciada com o grupo de atletas.
“Da Silva é um profissional da casa, conhece o clube, o ambiente e vem se especializando cada vez mais”, destacou o Joinville em comunicado oficial.
O que muda com a chegada de Da Silva
A contratação de um gerente de futebol com perfil caseiro e experiente sinaliza uma direção clara: o JEC aposta na continuidade, na valorização de quem já provou seu valor dentro do clube e na gestão responsável — longe de aventuras financeiras que tanto prejudicaram times catarinenses no passado.
Para a torcida, a mensagem é de tranquilidade. Da Silva não precisa de tempo de adaptação. Ele já conhece os atalhos da Arena, sabe os nomes dos funcionários, entende a pressão da arquibancada e, principalmente, conhece a alma tricolor.
Agora, sua missão é transformar esse conhecimento em resultados dentro de campo. E, para quem começou como jogador e construiu uma carreira de dedicação ao clube, a função de gerente de futebol soa menos como um cargo e mais como uma continuação natural de uma história que já dura mais de duas décadas.
O Joinville aposta no velho conhecido. E a torcida espera que, dentro de casa, o time volte a vencer.
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