Olimpíadas de Inverno 2026: Brasil amplia presença e pode disputar sete esportes

Delegação brasileira será a maior da história nos Jogos de Inverno, com 14 atletas confirmados e chances reais em modalidades de gelo e neve

Redação

Publicado em: 1 de fevereiro de 2026

4 min.
Olimpíadas de Inverno 2026 Brasil amplia presença e pode disputar sete esportes. - Foto: Colaborador/Getty Images

Olimpíadas de Inverno 2026 Brasil amplia presença e pode disputar sete esportes. - Foto: Colaborador/Getty Images

O Brasil se prepara para disputar as Olimpíadas de Inverno 2026, que começam nesta sexta-feira (6), em Milão-Cortina, na Itália. Esta será a décima participação brasileira no evento e marcará um momento histórico: o país terá a maior delegação já enviada aos Jogos Olímpicos de Inverno, com 14 atletas e um reserva.

A ampliação da delegação reflete o crescimento do Brasil em esportes praticados na neve e no gelo. Com o ciclo classificatório entrando na reta final, o país já assegurou vagas e mantém chances concretas de participação em diversas provas do programa olímpico.

Sete modalidades com presença brasileira

Segundo o Comitê Olímpico do Brasil (COB), o país pode competir em até sete modalidades nas Olimpíadas de Inverno 2026, entre provas individuais e coletivas. As modalidades previstas são:

  • Skeleton
  • Bobsled
  • Esqui alpino
  • Esqui cross-country
  • Snowboard
  • Biatlo
  • Esqui estilo livre

O programa olímpico conta com 16 esportes no total. O Brasil não conseguiu índices para nove deles, como hóquei no gelo, patinação artística, salto de esqui, luge e combinado nórdico.

Destaques brasileiros já classificados

No skeleton, a principal representante brasileira é Nicole Silveira, que ocupa a 13ª posição no ranking mundial da modalidade. No masculino, Eduardo Strapasson ainda busca vaga por meio do sistema de realocação.

No bobsled, a equipe masculina tenta classificar trenós nas categorias 2-man (duplas) e 4-man (quartetos). Liderado por Edson Bindilatti, o time disputa as vagas finais na Copa América, com provas decisivas em Lake Placid, nos Estados Unidos.

Já no esqui alpino, o grande nome é Lucas Pinheiro Braathen, que vem de resultados expressivos em etapas da Copa do Mundo. Ele competirá nas provas de slalom e slalom gigante. O Brasil também voltará a ter uma atleta feminina no esqui alpino após 12 anos, reforçando a diversidade da delegação.

Premiação para medalhistas será maior em 2026

Além do crescimento esportivo, os atletas brasileiros terão incentivo financeiro ampliado. Para o ciclo olímpico de Milão-Cortina, o COB anunciou um reajuste de 40% no Programa Medalha.

Nas provas individuais, a premiação será de:

  • R$ 350 mil para medalha de ouro
  • R$ 210 mil para medalha de prata
  • R$ 140 mil para medalha de bronze

Em competições por equipe, o valor total pode chegar a R$ 1,05 milhão, dividido entre os integrantes do time.

Com a reta final de preparação em andamento, o Brasil entra nos Jogos de Inverno 2026 com expectativa de resultados inéditos e consolidação de sua presença no cenário olímpico de inverno.


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