A final da Supercopa do Brasil, disputada neste domingo (1º) entre Flamengo e Corinthians e vencida pelo Timão, foi marcada por uma polêmica de arbitragem que gerou forte debate após a divulgação do áudio do VAR pela Confederação Brasileira de Futebol (CBF).
O lance ocorreu ainda no fim do primeiro tempo, quando Carrascal, do Flamengo, acertou o rosto de Bidon com uma cotovelada. A jogada não foi punida imediatamente em campo, mas foi revisada após o intervalo. No retorno para o segundo tempo, o árbitro Rafael Rodrigo Klein foi chamado pelo VAR para reavaliar a jogada.
No áudio divulgado pela CBF, Klein demonstra dúvida inicial sobre o protocolo de checagem, já que o jogo havia sido reiniciado.
“Eu preciso comunicar alguma coisa aqui fora ou não? Alguém me avisa se preciso fazer alguma coisa aqui fora”, questionou o árbitro.
Mesmo após a orientação de que não era necessário qualquer aviso prévio, Klein decidiu chamar os capitães Arrascaeta, do Flamengo, e Gustavo Henrique, do Corinthians, para explicar a situação no centro do campo.
“Durante o intervalo, a equipe VAR encontrou evidências de uma conduta violenta nesse último lance. Eu vou ser chamado agora para rever o lance, que não foi visto aqui no campo, porque se trata de uma conduta violenta e eu posso fazer isso em qualquer momento da partida. E vou fazer isso agora, ok?”, afirmou o árbitro.
O responsável pelo VAR, Rodolpho Toski Marques, detalhou o motivo da revisão e destacou o ponto de contato do lance.
“Eu vou te mostrar o ponto de contato, Klein, e depois em velocidade em 30%, você vai ver a mão fechada, fora da disputa de bola, uma conduta violenta atingindo o queixo do adversário”, explicou.
Após rever as imagens na cabine à beira do campo, Rafael Klein confirmou a decisão pela expulsão.
“Ok. Eu vejo o jogador fora da disputa da bola fazendo o movimento de soco, com a mão fechada, em direção a uma parte sensível do seu adversário, que é o rosto. A minha decisão é cartão vermelho para o número 15 [Carrascal] por conduta violenta, ok?”, concluiu o árbitro.
Com a expulsão, o Flamengo ficou com um jogador a menos no segundo tempo da decisão, em uma jogada que segue repercutindo entre torcedores e analistas de arbitragem.
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