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Torcedor que viu o primeiro treino de Garrincha, vibra com os títulos do Botafogo em Tubarão

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Foto: Rádio Cidade

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Torcedor que viu o primeiro treino de Garrincha, vibra com os títulos do Botafogo em Tubarão

O dr. José Warmuth Teixeira, nome que faz parte da história do município, comemora conquistas da equipe que já defendeu como atleta

Após 29 anos, o Botafogo de Futebol e Regatas voltou a ser campeão Brasileiro. Mais do que isso, a torcida alvinegra que está espalhada em todos os cantos do Brasil, pôde viver um período mágico, onde oito dias antes, libertava a América pela primeira vez na história.

Um dos locais com grande concentração de torcedores das equipes do Rio de Janeiro é o Sul de Santa Catarina. Na pacata Tubarão, um senhor de 91 anos que faz parte da história do município pôde finalmente soltar seu grito de campeão e comemorar os títulos tão sonhados.

José Warmuth Teixeira é botafoguense desde que se conhece por gente. Nascido no RJ, ele foi atleta e campeão pela Estrela Solitária, mas não nos gramados. Warmuth fez parte da equipe pentacampeã carioca de halterofilismo entre os anos de 1953 e 1958 atuando na categoria de Pesos Galo. Em 1960, o atleta vem morar na Cidade Azul, onde até hoje é reconhecido por ter sido o primeiro médico anestesista da cidade.

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“Eu já estudava medicina e morava em Botafogo. Me encantei pelo halterofilismo, pelo levantamento de peso. Um esporte praticado pela elite do Rio de Janeiro e inspirado pelos franceses. Os movimentos olímpicos tinham nomes franceses. Hoje em dia alguns movimentos não existem mais ou trocaram de nome”, explicou José Warmuth, que ainda destacou que o maior adversário da época era o Flamengo.

De lá pra cá, nestes 60 anos onde sempre acompanhou o Fogão de longe, fez inúmeros feitos pela cidade, sendo um dos fundadores do Museu Ferroviário de Tubarão, publicando 20 livros, escreveu mais de 1.200 colunas para o jornal local, é o Presidente de Honra da Academia Tubaronense de Letras (Acatul), foi fundador de uma escola de basquete na cidade em 1993 e presidiu duas vezes a Comissão Organizadora dos Jogos Abertos de Santa Catarina.

Sobre sua relação com a equipe carioca, Warmuth sempre, foi além de atleta, torcedor. Ele teve o privilégio de assistir ao primeiro treino de Garrincha, ídolo da equipe carioca e que marcou história na Seleção Brasileira. “Eu ia a pé da minha casa até o General Severiano, a antiga sede do clube. Ali eu assisti o primeiro treino do Garrincha. Uma parte da imprensa queria chamá-lo de Gualicho, porque naquele ano um cavalo com esse nome havia ganhado o Grande Prêmio de Turfe. A turma do ‘deixa disso’ não concordou em colocar o nome de um atleta igual a de um cavalo”, contou Warmuth, que também assistiu o primeiro treino do goleiro Manga, considerado um dos melhores da história na posição.

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Sobre o jogo deste domingo (8), onde o Botafogo consolidou o título brasileiro ao bater o São Paulo por 2 a 1, o senhor afirmou que viu o jogo em casa e nervoso, mas que ficou muito orgulhoso com o troféu levantado. No próximo dia 11, a equipe estreia no Intercontinental da Fifa e caso vença o Pachuca do México, pode enfrentar o Real Madrid na grande final. José Warmuth se mostrou confiante para o possível duelo e projetou a sequência do seu clube do coração. “Eu espero muito do Botafogo porque o time é muito bom. Os jogadores tem qualidades pessoais ótimas e o conjunto está funcionando muito bem. Espero muito pro ano que vem, mas esse ano ainda tem o Intercontinental. Contra o Real Madrid, desta vez, acho que o time vai competir a altura e pode até ser o campeão”.

 

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