A advogada e protetora animal Rosane Machado de Andrade fez um alerta sobre os cuidados com os animais durante o Carnaval, em entrevista concedida nesta segunda-feira (16), à Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação, conduzida pela jornalista Manuela Oliveira.
Durante a participação, Rosane destacou os principais riscos aos pets em meio às festas e reforçou a importância da conscientização dos tutores para garantir segurança e bem-estar nos dias de folia.
Blocos e aglomerações não são ambiente para animais
Segundo a especialista, levar cães para blocos de Carnaval ou festas com grande circulação de pessoas pode causar estresse e colocar o animal em situação de perigo.
Entre os sinais de estresse, ela citou:
- Boca aberta com língua para fora de forma constante
- Orelhas para trás
- Rabo entre as pernas
- Comportamento agitado ou retraído
Rosane explicou que esses sinais não indicam felicidade, mas sim medo e desconforto. “O universo de felicidade deles é diferente do nosso”, afirmou durante a entrevista.
Ela orienta que, caso o tutor não tenha com quem deixar o animal, o mais adequado é evitar a participação em blocos e festas. A recomendação é manter o pet em ambiente seguro, dentro de casa, com água fresca e alimentação disponível.
Hidratação e alimentação exigem atenção
O calor intenso também representa um risco significativo. A orientação é reforçar a oferta de água e jamais forçar o animal a beber de forma abrupta, especialmente se estiver muito ofegante.
Em casos de animais em situação de rua, Rosane recomenda cautela:
- Molhar levemente a cabeça, as patas e a região da barriga
- Deixar um recipiente com água ao lado
- Evitar obrigar o animal a ingerir grande quantidade de água de uma só vez
O mesmo cuidado vale para a alimentação. Oferecer grandes quantidades de ração de forma repentina pode provocar engasgos ou até complicações gástricas.
Praia: horários e responsabilidade
A advogada também abordou a presença de cães na praia durante o Carnaval. Segundo ela, o ideal é optar por horários de menor incidência solar, como início da manhã ou fim de tarde.
Ela orienta ainda:
- Nunca caminhar com o animal no asfalto quente
- Fazer o teste com o próprio pé descalço para avaliar a temperatura do chão
- Utilizar guia e coleira com identificação
- Levar sacos para recolher as fezes
Rosane alertou que cães soltos podem se envolver em brigas ou fugir, especialmente em ambientes movimentados. Também chamou atenção para o risco de furtos, principalmente de animais de raça deixados próximos a grades ou portões abertos.
Fogos de artifício e portões abertos
Outro ponto destacado foi o uso de fogos de artifício durante o Carnaval. O barulho pode provocar pânico e fuga dos animais.
A recomendação é:
- Manter o pet em ambiente fechado e seguro
- Verificar se portões estão bem trancados
- Garantir que a coleira tenha identificação com telefone do tutor
Para Rosane Machado, a principal mensagem é clara: “Festa de humano é para humano”. Segundo ela, o Carnaval pode ser aproveitado com responsabilidade, sem expor os animais a situações desnecessárias de risco.
A entrevista reforça a necessidade de planejamento por parte dos tutores, especialmente em períodos de grande movimentação e calor intenso, como o Carnaval.
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