Asteroide passa a acompanhar a Terra como “segunda Lua” temporária

Corpo celeste chamado 2025 PN7 foi identificado por astrônomos e deve permanecer em órbita sincronizada com o planeta até cerca de 2083

Redação

Publicado em: 9 de março de 2026

5 min.

Asteroide passa a acompanhar a Terra como “segunda Lua” temporária

A Terra continua tendo apenas um satélite natural oficial, mas ganhou recentemente uma companhia curiosa no espaço. Cientistas identificaram que um pequeno asteroide, batizado de 2025 PN7, passou a acompanhar o planeta em uma órbita sincronizada com a Terra, fenômeno que faz com que o objeto seja considerado uma “quase-lua” temporária.

A descoberta foi feita por pesquisadores ligados ao observatório Pan-STARRS, da Universidade do Havaí. De acordo com simulações astronômicas, o asteroide já ocupa essa posição desde o fim da década de 1950 e deve continuar nessa trajetória por aproximadamente 58 anos, afastando-se definitivamente por volta de 2083.

Apesar de parecer uma nova Lua, o objeto não está gravitacionalmente preso à Terra. Ele orbita o Sol, mas segue um movimento sincronizado com o planeta, o que cria a impressão de que acompanha a Terra ao longo do tempo.

O que é uma “quase-lua”

Objetos como o 2025 PN7 são conhecidos na astronomia como quase-luas. Eles não orbitam diretamente a Terra, mas permanecem próximos por longos períodos devido à interação gravitacional entre o planeta e o Sol.

Esses corpos costumam ter órbitas complexas e podem permanecer nessa configuração por décadas ou até séculos antes de se afastarem.

No caso do 2025 PN7, os cientistas estimam que ele tenha entre 16 e 49 metros de diâmetro, tamanho comparável ao de um pequeno prédio.

Segundo o astrônomo Carlos de la Fuente Marcos, da Universidade Complutense de Madri, ainda não é possível afirmar com precisão a origem do objeto. O pesquisador participou de estudo publicado na revista científica Research Notes of the American Astronomical Society.

“Por enquanto, só podemos especular”, afirmou o cientista ao comentar as possíveis origens do asteroide.

Asteroide não representa risco para a Terra

Mesmo sendo considerado próximo em termos astronômicos, o 2025 PN7 não representa risco de colisão com o planeta.

Especialistas explicam que, mesmo no ponto mais próximo de sua trajetória, o asteroide permanece a milhões de quilômetros da Terra, distância considerada segura.

Para a ciência, a presença de quase-luas é extremamente interessante. Esses objetos ajudam pesquisadores a compreender melhor a dinâmica gravitacional do Sistema Solar e podem se tornar alvos importantes para futuras missões espaciais de exploração.

Espaço ao redor da Terra é mais dinâmico do que parece

A descoberta do 2025 PN7 reforça que o espaço próximo ao planeta está longe de ser vazio ou estático. Diversos asteroides e objetos menores compartilham trajetórias semelhantes com a Terra e podem permanecer próximos por longos períodos.

Mesmo discretas, essas companhias temporárias revelam que o ambiente orbital do planeta é dinâmico e cheio de movimentos complexos, ampliando o conhecimento científico sobre a formação e evolução do Sistema Solar.


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