A balneabilidade em Balneário Rincão voltou a gerar preocupação após relatórios do Instituto do Meio Ambiente de Santa Catarina (IMA) indicarem pontos impróprios para banho nos dias 12 e 19 de janeiro. Em entrevista concedida nesta segunda-feira (16), à Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, o engenheiro ambiental da prefeitura, Paulo Amboni, explicou que as fortes chuvas registradas no período são o principal fator para o resultado das análises.
Segundo ele, os dois relatórios que apontaram índices acima de 800 NMP/100 ml — limite estabelecido para classificação como próprio para banho — coincidiram com dias de alto volume de chuva, alagamentos e elevação do lençol freático no município.
“Nos dias 12 e 19 tivemos bastante chuva, ruas alagadas e o lençol freático muito elevado. Isso faz com que esgoto de fossas acabe sendo arrastado pela drenagem até o mar”, afirmou Amboni.
Entenda o que aconteceu
De acordo com o engenheiro, após os resultados considerados impróprios, a prefeitura iniciou uma força-tarefa técnica para identificar possíveis causas estruturais.
Entre as ações realizadas estão:
- Coleta de amostras em 16 dos 18 pontos de drenagem do calçadão;
- Fiscalização de prédios antigos e novos na região central;
- Identificação de três ligações irregulares de esgoto na rede de drenagem pluvial;
- Lacração de edificações que lançavam esgoto diretamente na drenagem.
Além disso, o município avaliou que o solo arenoso e o lençol freático superficial do Rincão favorecem a contaminação em períodos de chuva intensa.
Por que o site do IMA ainda aponta impróprio?
Apesar de as análises posteriores indicarem índices abaixo de 800 — parâmetro considerado adequado — o site do IMA continua classificando os pontos como impróprios.
Amboni esclarece que isso ocorre devido ao protocolo técnico adotado pelo órgão estadual.
“Após um resultado acima de 800, são necessárias cinco análises consecutivas dentro do padrão para que o ponto volte a ser classificado como próprio”, explicou.
Atualmente, segundo o engenheiro, o município aguarda a quinta análise positiva. Caso o índice se mantenha dentro do limite, os pontos da orla devem voltar à classificação de próprios para banho.
Arroio segue como ponto crítico
O único local que permanece historicamente impróprio, conforme o engenheiro, é a foz do Arroio. Esse ponto apresenta recorrência de índices elevados e demanda atenção contínua.
Lagoa dos Esteves também registrou alteração
Outro ponto citado durante a entrevista foi a Lagoa dos Esteves. No dia 19 de janeiro, o índice chegou a 1.600, mas nas três análises seguintes voltou a patamares considerados adequados.
Entre os fatores que podem ter contribuído para o resultado estão:
- Condomínios antigos no entorno sem sistema de tratamento de esgoto;
- Empreendimentos com grande fluxo de pessoas;
- Efeitos do alto índice pluviométrico.
Barra Velha não possui ponto monitorado
Durante a entrevista, também foi esclarecido que a balneabilidade é responsabilidade exclusiva do Governo do Estado, por meio do IMA. A localidade da Barra Velha, no município, não possui ponto oficial de medição.
O que o morador e o turista precisam saber
Embora o site ainda apresente os pontos como impróprios, as análises mais recentes indicam índices dentro do padrão aceitável — com exceção do Arroio.
A recomendação segue sendo:
- Consultar o site oficial do IMA antes de entrar no mar;
- Evitar banho após períodos de chuva intensa;
- Respeitar a sinalização instalada na orla.
A expectativa da prefeitura é que, mantidos os índices dentro do padrão, a próxima atualização do IMA restabeleça oficialmente a balneabilidade na maior parte da orla do Rincão.
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