Cachalote-pigmeu raro encalha e morre em praia de Passo de Torres

Mamífero marinho de águas profundas foi encontrado com dificuldades de locomoção e chegou a ser atendido por equipe especializada

Redação

Publicado em: 9 de março de 2026

3 min.

Cachalote-pigmeu raro encalha e morre em praia de Passo de Torres Foto: Educamar/Divulgação

Um cetáceo da espécie cachalote-pigmeu (Kogia breviceps) encalhou vivo na manhã deste domingo (8) em Passo de Torres, no Litoral Sul de Santa Catarina. O animal, com cerca de 2,6 metros de comprimento, apresentava dificuldades de locomoção quando foi encontrado na faixa de areia. Apesar das tentativas de atendimento, ele não resistiu.

O caso mobilizou profissionais do Educamar, que foram acionados após o registro do encalhe por meio do Projeto de Monitoramento de Praias da Bacia de Pelotas (PMP-BS). A equipe realizou a análise do mamífero marinho no local e chegou a estabilizar o animal enquanto avaliava os procedimentos necessários para o resgate.

Imagens registradas na praia mostram os profissionais realizando a avaliação do cetáceo ainda na areia.

Espécie rara em áreas costeiras

De acordo com especialistas, o cachalote-pigmeu é uma espécie que costuma viver em águas profundas de mares temperados, tropicais e subtropicais, o que torna raros os registros próximos à costa.

Esse comportamento dificulta inclusive a observação da espécie em seu habitat natural, fazendo com que muitos registros ocorram justamente em situações de encalhe.

Diferença entre cachalote-pigmeu e cachalote-anão

Entre os cetáceos de pequeno porte do gênero Kogia, existem duas espécies semelhantes:

  • Cachalote-pigmeu (Kogia breviceps): possui cabeça mais quadrada e costas mais arqueadas. Pode chegar a 4 metros de comprimento e pesar cerca de 400 quilos.
  • Cachalote-anão (Kogia sima): geralmente mede até 2,7 metros e pesa aproximadamente 250 quilos, com formato de cabeça diferente.

A análise detalhada do animal encontrado em Passo de Torres deve ajudar pesquisadores a compreender melhor as condições que levaram ao encalhe.

Casos como esse são monitorados por equipes especializadas porque fornecem informações importantes sobre saúde dos oceanos, comportamento das espécies e possíveis impactos ambientais na região.


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