Caminhoneiros ameaçam paralisação em Navegantes a partir de abril

Sindicato contesta decretos que criaram rota obrigatória para caminhões e restringiram estacionamento na cidade

Ewertom Rodrigues

Publicado em: 14 de março de 2026

4 min.
Caminhoneiros de Navegantes ameaçam paralisação após decretos que criaram rota obrigatória e restringiram estacionamento de caminhões

Caminhoneiros de Navegantes ameaçam paralisação após decretos que criaram rota obrigatória e restringiram estacionamento de caminhões. - Foto: Reprodução/Transportadora Navegantes de Santos

Caminhoneiros que atuam no transporte de contêineres em Navegantes, no Litoral Norte de Santa Catarina, avaliam uma paralisação a partir de 1º de abril de 2026. A mobilização foi anunciada pelo Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes e Região (Sinditac), que pede a suspensão de decretos municipais que alteraram regras de circulação e estacionamento de caminhões na cidade.

Os pedidos foram encaminhados ao prefeito Liba Fronza (PSD) e ao vice-prefeito Ricardo Ventura (PP). Segundo a entidade, a intenção é suspender temporariamente as normas para permitir negociação com a categoria e discutir alternativas para o setor.

O que mudou com os decretos

As novas regras definiram uma rota específica para caminhões em 15 ruas do município. Além disso, o estacionamento de veículos de carga foi proibido em outras vias da cidade.

Com a regulamentação, empresas e transportadoras passam a ser responsáveis por disponibilizar pátios próprios para parada e espera dos caminhões, o que, segundo representantes da categoria, pode gerar dificuldades operacionais.

A fiscalização das novas regras está prevista para começar em abril.

Categoria cobra diálogo e estudos técnicos

O Sinditac afirma que as medidas foram adotadas sem estudos técnicos que avaliem os impactos logísticos, econômicos e sociais para o setor de transporte de cargas.

Entre as principais críticas da entidade estão:

  • ausência de estudos sobre os efeitos da nova rota;
  • falta de áreas públicas de apoio para caminhoneiros;
  • inexistência de pátios estruturados para parada e espera dos veículos.

De acordo com o sindicato, a suspensão temporária dos decretos permitiria a abertura de um diálogo mais amplo entre poder público e profissionais do transporte.

Impacto pode atingir cadeia logística

A atividade de transporte ligada ao porto tem forte presença em Navegantes. Dados do sindicato, com base em registros da Agência Nacional de Transportes Terrestres (ANTT), apontam que o município conta com:

  • 962 caminhoneiros autônomos
  • 254 transportadoras
  • 1 cooperativa de transporte

A estimativa é de que cerca de 2 mil caminhões estejam envolvidos diretamente nas operações logísticas da região.

Caso a paralisação seja confirmada, o movimento pode afetar operações do Porto de Navegantes, além de armadores, terminais retroportuários e empresas da cadeia de transporte.

Até o momento, a prefeitura não divulgou posicionamento oficial sobre o pedido de suspensão dos decretos.


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