Caminhoneiros autônomos de Santa Catarina decidiram aderir a uma paralisação nacional e já iniciaram mobilizações no Litoral Norte do estado. Em Itajaí, motoristas se concentram desde quarta-feira (17), após decisão tomada em assembleia da categoria.
A greve está prevista para começar oficialmente ao meio-dia desta quinta-feira (18) e deve ocorrer de forma integrada com outros polos logísticos do país.
A mobilização regional conta com a participação de entidades representativas do setor, como a Associação Nacional dos Transportadores Autônomos de Carga (ANTC) e o Sindicato dos Transportadores Autônomos de Cargas e Contêineres em Geral de Navegantes (Sinditac).
Diesel e frete estão no centro das reivindicações
A principal queixa dos caminhoneiros é o aumento no preço do diesel, que não tem sido acompanhado por reajustes nos valores do frete.
Entre os pontos levantados pela categoria estão:
- Necessidade de aplicação do “gatilho do frete”, mecanismo de reajuste automático;
- Cumprimento da tabela mínima de frete;
- Redução dos custos operacionais;
- Condições mais equilibradas de trabalho.
Representantes do setor afirmam que o desequilíbrio entre custos e receita tem gerado prejuízos constantes aos profissionais autônomos.
Entidades cobram diálogo e medidas urgentes
Em posicionamentos públicos, a ANTC classificou a paralisação como uma decisão organizada e legítima, alinhada com pautas discutidas nacionalmente. A entidade também alertou para a possibilidade de ampliação do movimento caso não haja avanço nas negociações.
Já o Sinditac destaca que o principal problema é a falta de repasse do aumento do combustível para o frete. Segundo a entidade, empresas seguem pagando valores abaixo do mínimo estabelecido, agravando a situação dos motoristas.
Paralisação pode afetar logística
A mobilização em Santa Catarina acompanha movimentos em outros estados, especialmente em regiões portuárias. A adesão tende a crescer nos próximos dias, dependendo da resposta das autoridades.
Com isso, há risco de impactos na logística, incluindo atrasos no transporte de cargas e no funcionamento de portos.
Parte dos caminhoneiros já reduziu suas atividades diante do aumento dos custos. Em alguns casos, manter o caminhão parado tem sido uma alternativa para evitar prejuízos.
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