Campanha busca ajuda para manter tratamento de menino com paralisia cerebral

Após sofrer falta de oxigênio durante o parto, ele desenvolveu paralisia cerebral e hoje depende de equipamentos e terapias especializadas

Eduardo Fogaça

Publicado em: 10 de março de 2026

8 min.
Campanha busca ajuda para manter tratamento de menino com paralisia cerebral. Foto: Jhuli Spindola/Rádio Cidade Tubarão 103.7 FM

Campanha busca ajuda para manter tratamento de menino com paralisia cerebral. Foto: Jhuli Spindola/Rádio Cidade Tubarão 103.7 FM

Desde o nascimento, a rotina do pequeno Dominyc da Silva Rodrigues, de apenas 3 anos, é marcada por cuidados intensivos e tratamento constante. Após sofrer falta de oxigênio durante o parto, ele desenvolveu paralisia cerebral e hoje depende de equipamentos e terapias especializadas para manter a qualidade de vida.

Agora, a família mobiliza a comunidade em busca de ajuda para garantir a continuidade do tratamento, que exige acompanhamento médico e terapêutico permanente.

A repórter Jhuli Spindola foi até a casa da família conhecer a história do pequeno Dominyc. Confira a matéria na íntegra:

Complicações começaram no parto

A mãe de Dominyc, Keity Rodrigues, conta que a gravidez seguia normalmente até os últimos dias de gestação. O parto estava previsto para 26 de dezembro de 2022, mas uma emergência mudou completamente o rumo da história.

Segundo ela, no dia 11 de dezembro, o bebê parou de se movimentar na barriga, o que levou a família a procurar atendimento médico.

Durante a gravidez a gente não sabia de nada. O prazo dele era para o dia 26 de dezembro de 2022, só que dia 11 ele parou os movimentos na barriga e eu procurei o hospital”, relatou.

No hospital, exames indicaram que o bebê estava sem batimentos cardíacos, e a equipe médica decidiu realizar uma cesariana de emergência.

No exame constataram que ele não tinha batimento cardíaco. Daí nisso já me internaram para fazer uma cesariana às pressas. Quando o médico tirou o Dominyc, ele teve que ser reanimado ali na hora do parto”, contou a mãe.

De acordo com Keity, os profissionais de saúde trabalharam por cerca de dez minutos para reanimar o bebê, que depois foi encaminhado diretamente para a Unidade de Terapia Intensiva (UTI).

Ficaram uns dez minutos em cima dele, conseguiram reanimar, estabilizaram ele, entubaram e ele foi direto para a UTI. Eu nem vi ele na hora”, lembrou.

Exames realizados no dia seguinte apontaram que Dominyc sofreu hipóxia isquêmica, condição causada pela falta de oxigênio no cérebro, que acabou resultando em paralisia cerebral.

Longa internação e cuidados permanentes

Após o nascimento, Dominyc permaneceu cerca de sete meses internado em UTI, período que marcou o início de uma rotina intensa de cuidados.

Hoje, o menino precisa de atenção praticamente 24 horas por dia. Em casa, utiliza suporte respiratório com aparelho BiPAP conectado à traqueostomia, além de alimentação por sonda e monitoramento constante.

A gente fica com ele 24 horas. A gente acorda de madrugada para aspirar ele, para dar o leite dele. Durante o dia tem que estar sempre alguém com ele, ele não pode ficar nem um minuto sozinho”, explicou a mãe.

Segundo ela, a vigilância precisa ser constante por causa do suporte respiratório.

Ele usa o respirador e acaba desconectando. E se desconectar, ele para de respirar”, afirmou.

Terapias são essenciais para o desenvolvimento

Para estimular o desenvolvimento e evitar o agravamento das limitações motoras, Dominyc precisa realizar uma série de terapias.

Entre os atendimentos necessários estão:

  • fisioterapia motora;
  • fisioterapia respiratória;
  • terapia ocupacional;
  • acompanhamento fonoaudiológico;
  • consultas com especialistas como neurologista, cirurgião e otorrinolaringologista.

Parte das terapias é oferecida pelo Estado, mas nem todos os atendimentos estavam disponíveis.

A fisioterapia motora e a respiratória a gente já tem, que a gente ganhou do Estado. Mas a fono e a terapia ocupacional a gente teve que correr atrás porque o Estado não estava conseguindo fornecer”, disse Keity.

Tratamento ultrapassa R$ 10 mil por mês

O custo mensal do tratamento é elevado e representa um desafio para a família.

É R$ 10.800 fazendo todos os dias. Esse é o custo por mês só de terapia”, explicou a mãe.

Além disso, Dominyc precisa de equipamentos específicos para auxiliar na mobilidade e no desenvolvimento motor, como um andador adaptado, que pode custar cerca de R$ 30 mil.

Ele precisa do andador agora para começar a tentar andar em casa. Só o andador, se a gente for comprar, é R$ 30 mil. Não tem condições de conseguir sem fazer campanha”, afirmou.

Segundo Keity, o tratamento é contínuo e não pode ser interrompido.

Não é uma cirurgia que a gente faz e acabou o problema. É um tratamento que vai a vida inteira. É uma condição clínica que não tem piora, mas precisa de evolução, por isso a gente não pode parar o tratamento”, destacou.

Evento solidário e campanha de arrecadação

Para ajudar a custear o tratamento, amigos e voluntários organizaram um café colonial solidário, que será realizado no dia 11 de abril, às 16h.

O evento também recebe doações de alimentos e ingredientes que serão utilizados na preparação dos produtos vendidos durante a ação.

A expectativa é mobilizar a comunidade para ajudar a família.

Quando aparece alguém pedindo ajuda, que as pessoas pensem um pouquinho com o coração. Se cada pessoa ajudar com cinco reais, com um real, já faz diferença na vida dessas crianças”, disse Keity.

Como ajudar

Quem quiser contribuir pode fazer doações diretamente por PIX.

Chave PIX (CPF): 165.234.899-90
Nome: Dominyc da Silva Rodrigues

Segundo a família, qualquer contribuição ajuda a manter o tratamento e melhorar a qualidade de vida do menino.


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