Carnaval resiste no Centro de Criciúma com tradição e memória

Comerciante Sérgio Luiz Zappelini mantém clima carnavalesco na Praça Nereu Ramos e relembra a importância cultural e econômica da festa para a cidade

José Demathé

Publicado em: 11 de fevereiro de 2026

5 min.

Carnaval resiste no Centro de Criciúma com tradição e memória Foto: Manuela Oliveira

O clima de Carnaval voltou a tomar conta da Praça Nereu Ramos, no Centro de Criciúma, mesmo sem programação oficial. O responsável pela iniciativa é o comerciante Sérgio Luiz Zappelini, proprietário da loja Zappelini Fotos, que todos os anos decora o espaço com máscaras e embala os pedestres com marchinhas tradicionais.

A ação é motivada por uma história pessoal e familiar profundamente ligada à folia. Segundo Sérgio, o Carnaval faz parte da sua trajetória desde a infância, quando participava dos carnavais infantis no Clube Mampituba. Ele recorda que, em outros tempos, a praça era palco de blocos, escolas de samba e intensa movimentação popular.

“Carnaval é a maior expressão cultural do Brasil. A gente fica triste por não ter mais nenhum movimento na cidade”, afirma.

Tradição familiar e registro histórico

Além de comerciante, Sérgio carrega uma herança ligada à memória da cidade. Filho de fotógrafo, ele conta que o pai, os irmãos e os sobrinhos registraram durante décadas o Carnaval de Criciúma. O acervo da loja reúne imagens que retratam a evolução do município desde as décadas de 1910 e 1920 até o fim dos anos 1990.

Instalada no entorno da Praça Nereu Ramos, a Zappelini Fotos também preserva registros históricos da Casa da Cultura Neusa Lummertz, prédio que já abrigou a primeira Prefeitura, Câmara Municipal e Fórum da cidade.

“Temos a história da Praça Nereu Ramos e da cidade. É um acervo muito importante para Criciúma”, destaca.

Defesa da cultura no Centro Histórico

Ex-presidente da Fundação Cultural de Criciúma, Sérgio defende que o município retome ao menos parte das manifestações carnavalescas no Centro Histórico. Para ele, não é necessário resgatar grandes desfiles, mas criar uma movimentação cultural que valorize a tradição.

“Poderíamos ter bandinhas circulando pela praça e pelas ruas adjacentes. Isso mudaria o clima da cidade”, sugere.

Impacto no comércio

Além do aspecto cultural, o comerciante acredita que a retomada de atividades carnavalescas poderia fortalecer o comércio local. Com mais pessoas circulando na região central, a tendência seria de aumento nas vendas e maior engajamento da população com os estabelecimentos da área.

“Com certeza ajudaria o comércio. A gente se empolga mais e acaba comprando mais”, afirma.

Mesmo sendo um dos poucos a manter viva a tradição na região central, Sérgio garante que continuará decorando a loja nos dias que antecedem o Carnaval. O convite está feito para quem passa pela praça: subir até o primeiro andar e conhecer um pouco da história de Criciúma por meio das fotografias.


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