Bombeiros e voluntários atuaram intensamente desde o dia do desaparecimento de um jovem identificado como Roberto, que se perdeu durante uma trilha no Pico Paraná, no estado do Paraná. Após horas de apreensão, ele conseguiu se salvar sozinho ao caminhar mais de 20 quilômetros até chegar à localidade de Antonina, na descida do pico, onde pediu ajuda em uma fazenda e conseguiu avisar a família que estava vivo.
De acordo com informações repassadas pelo Corpo de Bombeiros, Roberto havia iniciado a trilha acompanhado de uma amiga, mas os dois acabaram se separando durante o percurso. Sozinho, ele seguiu caminhando até encontrar um ponto seguro fora da área de mata.
Especialistas alertam para riscos de trilhas feitas sozinho
O caso reacende o alerta de profissionais da área sobre os riscos de realizar trilhas sem companhia adequada. Segundo especialistas, mesmo trajetos considerados leves exigem planejamento e cuidados básicos de segurança.
Em entrevista à Rádio Cidade Tubarão 103.7 FM, o guia turístico Julian Araújo, que atua na região de Tubarão, destacou que atitudes simples podem ser decisivas em situações de emergência. Entre as principais recomendações estão informar amigos ou familiares sobre o destino, manter o celular carregado e compartilhar a localização em tempo real.
Julian ressalta que o Pico Paraná é uma trilha de alto grau de dificuldade, indicada para montanhismo. Considerada a montanha mais alta da Região Sul e uma das maiores do Brasil, o local já registrou outros casos de pessoas que se perderam ao longo dos anos.
“Hoje em dia, não indicamos fazer trilha sozinho, principalmente em locais de maior complexidade. O ideal é sempre ir acompanhado e, de preferência, com um guia que conheça bem a região”, afirma.
Preparação e equipamentos fazem diferença
Além do acompanhamento, a guia chama atenção para a importância da preparação adequada antes de entrar em trilhas em áreas de mata fechada. O uso de calçados fechados é indispensável, assim como roupas mais compridas, que ajudam a evitar ferimentos, picadas de insetos e outros riscos naturais.
Ela também alerta que acidentes podem ocorrer mesmo com pessoas experientes. Em situações assim, estar acompanhado pode ser decisivo para a sobrevivência. “Uma queda, um tropeço ou um mal-estar podem se tornar fatais quando a pessoa está sozinha e sem comunicação”, explica.
Julian ainda reforça que trilhas devem ser encaradas como uma prática de ecoturismo, que envolve respeito à natureza, planejamento prévio e responsabilidade com a própria segurança.
Final feliz após horas de apreensão
Apesar dos riscos enfrentados, o caso de Roberto terminou sem ferimentos graves. Após caminhar cerca de 20 quilômetros, ele conseguiu chegar a uma fazenda, onde pediu ajuda e conseguiu informar familiares sobre seu paradeiro, encerrando as buscas realizadas por bombeiros e voluntários.
O episódio serve como alerta para praticantes de trilhas e atividades ao ar livre, especialmente em regiões de difícil acesso, sobre a importância de seguir protocolos básicos de segurança.
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