CNJ apura nova denúncia de importunação sexual contra ministro do STJ

Segundo o relato inicial, o suposto episódio teria ocorrido no mês passado, durante férias em Balneário Camboriú

Eduardo Fogaça

Publicado em: 10 de fevereiro de 2026

4 min.
CNJ apura nova denúncia de importunação sexual contra ministro do STJ. Foto: Sérgio Amaral/STJ

CNJ apura nova denúncia de importunação sexual contra ministro do STJ. Foto: Sérgio Amaral/STJ

O Conselho Nacional de Justiça (CNJ) confirmou nesta segunda-feira (9) o recebimento de uma nova denúncia de importunação sexual contra o ministro Marco Buzzi, do Superior Tribunal de Justiça (STJ). A corregedoria-nacional de Justiça já ouviu a suposta vítima e instaurou uma nova reclamação disciplinar para apurar os fatos. O procedimento tramita em segredo de Justiça.

De acordo com o CNJ, esta é a segunda denúncia formalizada contra o magistrado em menos de uma semana. A primeira foi apresentada por uma jovem de 18 anos, filha de um casal de amigos do ministro, que o acusa de tentar agarrá-la durante um banho de mar.

Denúncia envolve episódio em Balneário Camboriú

Segundo o relato inicial, o suposto episódio teria ocorrido no mês passado, durante férias em Balneário Camboriú, no litoral de Santa Catarina. À época, o ministro, a jovem e os pais dela estariam hospedados na cidade.

Diante da primeira acusação, o Superior Tribunal de Justiça informou a abertura de uma sindicância interna para apurar o caso. Logo após, Marco Buzzi apresentou um atestado médico e foi afastado de suas funções no tribunal por questões de saúde.

Procedimentos seguem em sigilo

O CNJ não divulgou detalhes sobre o conteúdo da nova denúncia nem sobre a identidade da suposta vítima, em razão do sigilo que envolve o processo disciplinar. A corregedoria deverá analisar os elementos apresentados antes de eventual encaminhamento ao plenário do conselho.

Defesa nega acusações

Em nota, os advogados Paulo Emílio Catta Pretta e Maria Fernanda Ávila afirmaram que o ministro nega todas as acusações. Segundo a defesa, até o momento não houve acesso aos procedimentos instaurados no CNJ.

“O ministro Marco Buzzi não cometeu qualquer ato impróprio, como será possível demonstrar oportunamente no âmbito dos procedimentos já instaurados”, diz o comunicado assinado pelos advogados.

O caso segue em apuração tanto no Conselho Nacional de Justiça quanto no Superior Tribunal de Justiça, sem prazo definido para conclusão.


FIQUE BEM INFORMADO:

📲 Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
👉 Clique aqui e acompanhe.



× SCTODODIA Rádios