A Secretaria de Estado da Saúde de Santa Catarina confirmou que está monitorando 17 casos da chamada Gripe K no estado. A doença, identificada pela primeira vez no Brasil no final de 2025, é provocada por um subtipo do vírus Influenza A e já teve registros confirmados em seis municípios catarinenses, entre eles Tubarão.
Casos aumentam, mas sem maior gravidade
Segundo o superintendente de Vigilância em Saúde da Secretaria Estadual, Dr. Fábio Gaudenzi, os dados científicos disponíveis até o momento indicam um aumento geral no número de casos, tanto leves quanto graves, mas sem evidência de maior agressividade do vírus em comparação a outros subtipos já conhecidos.
De acordo com o médico, esse cenário traz uma relativa tranquilidade às autoridades de saúde, uma vez que se trata de um vírus já conhecido pelos serviços de vigilância, com formas de transmissão, prevenção e tratamento bem estabelecidas. O antiviral Oseltamivir segue sendo indicado para pacientes com fatores de risco que desenvolvem sintomas de gripe.
Apesar disso, Gaudenzi alerta que o crescimento no volume de infectados tende a gerar impacto no sistema de saúde. “Quando aumenta o número de pessoas gripadas, uma parte acaba necessitando de internação, inclusive em UTI, o que naturalmente pressiona os serviços de saúde”, explicou.
Vacina de 2025 teve baixa eficácia contra a variante
O superintendente também esclareceu que a vacina contra Influenza aplicada em 2025 apresentou baixa eficácia específica contra a variante K, justamente por se tratar de um vírus novo à época. A expectativa é de que o imunizante de 2026 seja mais eficiente, já incorporando proteção mais adequada contra o subtipo.
Gaudenzi reforçou ainda que a vacina não impede totalmente a infecção, mas reduz significativamente o risco de casos graves e óbitos. “É normal a pessoa vacinada apresentar sintomas leves. A principal função da vacina é evitar as formas graves da doença”, destacou.
Baixa adesão preocupa autoridades
Outro ponto de preocupação levantado pela Secretaria de Saúde é a queda progressiva na adesão às campanhas de vacinação contra Influenza nos últimos anos. Segundo o superintendente, a redução da cobertura vacinal está diretamente relacionada ao aumento de casos graves, hospitalizações e mortes pela doença.
A recomendação é que, especialmente idosos, crianças pequenas e outros grupos prioritários, procurem a vacinação assim que a campanha for iniciada.
Campanha pode ser antecipada em 2026
Diante do aumento de casos entre novembro e dezembro do ano passado, o governo catarinense informou que está solicitando ao Ministério da Saúde a antecipação da campanha de vacinação. No entanto, questões logísticas podem limitar esse adiantamento.
Como as vacinas contra Influenza são produzidas anualmente com novas formulações, o processo de fabricação e distribuição em larga escala costuma permitir o início da campanha apenas entre março e abril. Mesmo assim, a Secretaria reforça que é fundamental que a população dos grupos prioritários não adie a vacinação, já que a proteção máxima ocorre entre duas e três semanas após a aplicação.
FIQUE BEM INFORMADO:
📲 Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
👉 Clique aqui e acompanhe.