A ampliação do sistema de transporte coletivo de Criciúma voltou ao centro do debate público após manifestação do vereador Miri Dagostim (PP), em entrevista concedida nesta quarta-feira (18) à Rádio Cidade 89.1 FM. O parlamentar cobrou do Executivo a implantação de novos terminais de integração nas regiões do Rio Maina e da Quarta Linha, previstos desde a criação do modelo atual, na década de 1990.
Segundo o vereador, o sistema implantado em 1996, durante a gestão do então prefeito Eduardo Pinho Moreira, já previa a expansão futura da rede integrada. No entanto, passados quase 30 anos, a estrutura segue incompleta, o que, na avaliação dele, gera impactos diretos na mobilidade urbana.
Sistema incompleto e pressão no trânsito
De acordo com Dagostim, a ausência dos terminais nessas regiões contribui para o aumento do fluxo de veículos em pontos estratégicos da cidade, como Santa Luzia e o entorno do bairro Santo Agostinho.
“O congestionamento de veículos é cada vez maior. Se ampliarmos o sistema integrado, vamos amenizar esse fluxo”, afirmou.
A proposta também busca incentivar o uso do transporte coletivo, especialmente em regiões com forte presença industrial, como a Grande Quarta Linha. Segundo o vereador, muitos trabalhadores deixam de utilizar o ônibus por falta de horários adequados.
Demanda antiga e previsão em lei
O tema não é novo. A expansão do sistema já consta no Plano de Mobilidade Urbana do município, instituído pela Lei Ordinária nº 8.511/2023. Mesmo assim, ainda não há confirmação sobre estudos atualizados ou planejamento efetivo para execução.
Para buscar respostas, Dagostim apresentou um requerimento ao Executivo e aguarda retorno em até 30 dias.
“Queremos saber se existe estudo ou se está apenas no papel. Precisamos provocar o governo para construir uma solução”, disse.
Impacto econômico e social
Além da mobilidade, a ampliação dos terminais pode influenciar diretamente o desenvolvimento econômico das regiões. A expectativa é que a melhoria no transporte facilite o acesso ao emprego e estimule a circulação de pessoas.
Entre os possíveis benefícios apontados estão:
- Redução do uso de veículos particulares
- Melhoria no acesso ao trabalho
- Fortalecimento de polos industriais
- Maior integração entre bairros
Desafios e custo do sistema
Apesar da cobrança, a expansão do sistema enfrenta desafios estruturais e financeiros. A criação de novos terminais exige adaptações viárias e investimentos significativos.
Atualmente, o município já subsidia o transporte coletivo em cerca de R$ 550 mil por mês para manter a tarifa sem aumento, em parceria com o consórcio responsável pela operação.
Mesmo assim, especialistas apontam que o investimento em transporte coletivo pode ser estratégico para o futuro da cidade, inclusive com discussões sobre eventual gratuidade no sistema.
Próximos passos
A expectativa agora é que o Executivo se manifeste sobre a existência de estudos técnicos e viabilidade da proposta. O tema deve seguir em debate na Câmara de Vereadores e pode ganhar novos desdobramentos nas próximas semanas.
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