A Prefeitura de Criciúma iniciou a execução do programa “Criciúma Recomeça”, voltado à reinserção no mercado de trabalho de pessoas que já estiveram em situação de rua e foram acolhidas pela rede municipal. A iniciativa, aprovada pela Câmara de Vereadores em 2024, começou a sair do papel nesta semana com os primeiros participantes.
Na sexta-feira (27), foi realizada a chamada pública para interessados. Já nesta segunda-feira, a equipe da Assistência Social e outros órgãos municipais promoveu uma reunião com os inscritos para apresentar as diretrizes do projeto e iniciar as atividades.
De acordo com a secretária de Assistência Social, Dalvane Sônego, a adesão inicial superou as expectativas. “Tivemos cerca de 15 pessoas já inscritas. Fizemos a abertura, explicamos o funcionamento, entregamos uniformes e agora eles começam a parte prática da qualificação”, afirmou.
Como funciona o programa
O “Criciúma Recomeça” combina capacitação profissional com atividades práticas. Os participantes passam a atuar junto às equipes de zeladoria do município, realizando serviços como:
- Limpeza urbana
- Roçada
- Pintura
- Manutenção de espaços públicos
Além da experiência prática, os inscritos também participam de cursos de capacitação e alfabetização, ampliando as chances de inserção no mercado formal.
Cada participante recebe uma bolsa mensal de R$ 1.600 durante o período de qualificação.
Público atendido
O programa é destinado a pessoas em situação de rua atendidas por estruturas como o Centro POP, além de indivíduos que passaram — ou não — por tratamento contra dependência química.
Segundo a secretária, o projeto busca atender diferentes perfis. “Nem todas as pessoas em situação de rua precisam de tratamento. Muitas, com uma oportunidade e ocupação, conseguem se reerguer”, explicou.
A iniciativa também contempla moradores de repúblicas assistidas e pessoas que enfrentam dificuldades para retornar ao mercado após tratamento.
Porta de entrada para o emprego formal
Um dos principais objetivos do programa é servir como etapa inicial para a recolocação profissional. A proposta é que, após o período de qualificação, os participantes sejam encaminhados para vagas em empresas.
“Essa é a primeira porta de entrada. Em um ou dois meses, a pessoa pode se destacar e ser direcionada ao mercado formal”, destacou Dalvane.
Potencial profissional dos participantes
Durante o cadastramento, a equipe identificou que muitos dos inscritos já possuem experiência profissional em diferentes áreas, como:
- Metalurgia
- Panificação
- Confeitaria
- Manicure
“Existe muito potencial que está adormecido. Nosso objetivo é resgatar essas habilidades e criar novas oportunidades”, afirmou a secretária.
Vagas disponíveis
O projeto prevê até 30 vagas para contratação e capacitação. Com 15 pessoas já cadastradas, a expectativa é de que novas adesões ocorram nas próximas etapas.
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