Filas em postos marcam dia de apreensão no Sul de SC

Motoristas de Criciúma e região antecipam abastecimento por medo de greve

Ewertom Rodrigues

Publicado em: 18 de março de 2026

4 min.
Receio de greve de caminhoneiros provoca filas em postos de Criciúma e eleva preço da gasolina no Sul de SC

Receio de greve de caminhoneiros provoca filas em postos de Criciúma e eleva preço da gasolina no Sul de SC. - Foto: Luana Mazzuchelo

O receio de uma possível paralisação de caminhoneiros provocou aumento na procura por combustíveis em Criciúma e cidades do Sul de Santa Catarina nesta quarta-feira (18). Em alguns postos, a movimentação intensa resultou em filas, especialmente onde os preços estavam abaixo da média regional.

A situação ocorre em meio à incerteza sobre a adesão de transportadores ao movimento no estado. Enquanto há indicativo de paralisação em outras regiões catarinenses, no Sul lideranças do setor afirmam que não há confirmação de greve até o momento.

Movimento maior em postos com menor preço

Na região, a alta no valor da gasolina não impediu o aumento na demanda. Pelo contrário: estabelecimentos com preços mais baixos concentraram maior fluxo de veículos ao longo do dia.

Em Forquilhinha, município vizinho a Criciúma, foi registrado um dos maiores movimentos. Um posto que comercializava o litro da gasolina por R$ 6,55 chegou a formar filas de motoristas interessados em abastecer.

Preço da gasolina sobe em poucos dias

O cenário também é influenciado pela elevação recente nos preços. Dados da Agência Nacional do Petróleo (ANP) indicam que o valor médio da gasolina comum na região, que girava em torno de R$ 6,42 no último fim de semana, já se aproxima de R$ 6,80 nesta semana.

A combinação entre aumento de preços e possibilidade de paralisação reforçou o comportamento preventivo dos consumidores.

Motoristas temem falta de combustível

Entre os motoristas, o principal temor é o desabastecimento. Muitos decidiram não arriscar e enfrentaram filas para garantir o combustível.

Relatos apontam preocupação com o impacto de uma eventual paralisação no dia a dia, principalmente para quem depende do veículo para trabalhar.

Paralisação ainda não é confirmada no Sul

Apesar da apreensão, o movimento de caminhoneiros não é uniforme em Santa Catarina. A paralisação foi anunciada por transportadores autônomos de outra região do estado, como forma de protesto contra o aumento no preço do diesel.

No Sul catarinense, a orientação de entidades locais é de que não há, até agora, indicativo de adesão, o que mantém o cenário sob observação.


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