A nomeação de monsenhor Milton Zonta como bispo coadjutor da Diocese de Criciúma, feita pelo Papa Leão XIV, foi recebida com surpresa, emoção e até resistência inicial. O próprio religioso revelou que levou um “susto danado” ao ser comunicado oficialmente da decisão do Vaticano.
O relato foi feito em entrevista ao jornalista Marcus Matildes, da Rádio Cidade em Dia 89.1 FM, do Grupo SCTODODIA de Comunicação. Natural de Videira, no Meio-Oeste catarinense, dom Milton contou que estava em sua cidade natal no dia 8 de dezembro, data dedicada à Imaculada Conceição, quando recebeu o contato da Nunciatura Apostólica.
“Tomei um susto danado. Minha primeira reação foi dizer para buscarem outro. Mas é um chamado da Igreja. Se eu posso servir nisso, com o maior prazer”, afirmou, ao relembrar o momento em que soube da nomeação.
O chamado do Papa e a reação imediata
Segundo dom Milton, a notícia chegou de forma inesperada, pouco antes de uma celebração festiva. Após ser chamado para uma videoconferência, ele foi informado pelo núncio apostólico do Brasil de que havia sido nomeado bispo coadjutor da Diocese de Criciúma por decisão direta do Papa Leão XIV.
A reação inicial, conforme relatou, foi de espanto. Ele contou que pediu tempo para refletir e voltou a conversar com a Igreja no dia seguinte. Após esse período, compreendeu a nomeação como um chamado que não poderia recusar.
“É um chamado da Igreja. Eu não tenho como recusar. Se posso servir dessa forma, faço isso com alegria”, destacou.
Pedido de transição feito por dom Jacinto
A criação do cargo de bispo coadjutor para Criciúma partiu de um pedido do atual bispo diocesano, dom Jacinto Inácio Flach, que deve deixar a função em 2027. O objetivo é garantir uma transição planejada, evitando descontinuidade no governo pastoral da diocese.
“Ele mesmo me disse que pediu um bispo coadjutor para que houvesse uma transição, alguém que já fosse aprendendo e conhecendo a diocese, para não ficar um vazio depois”, explicou dom Milton.
Pelo Direito Canônico, o bispo coadjutor auxilia diretamente o bispo titular e tem direito à sucessão automática quando ocorre a vacância do cargo.
Chegada a Criciúma e prioridade na escuta
Dom Milton Zonta já esteve recentemente na região para um primeiro contato com a Diocese de Criciúma e com dom Jacinto. A chegada definitiva para assumir oficialmente o cargo está prevista para a primeira semana de fevereiro.
Segundo ele, o início do trabalho não será marcado por decisões imediatas, mas por um período de escuta e observação.
“Meu primeiro passo aqui é conhecer, é escutar. Quero ouvir os padres, as lideranças, os religiosos, entender como eles sentem a Igreja e como eu posso contribuir”, afirmou.
Trabalho em equipe e estrutura administrativa
O novo bispo coadjutor também destacou que a missão pastoral não pode ser exercida de forma individual. Para ele, o funcionamento da diocese depende de organização, colaboração e valorização das competências de cada pessoa envolvida.
“Nenhum trabalho a gente consegue fazer sozinho. A Igreja trabalha em equipe. É preciso ter uma boa estrutura administrativa. Cada um contribui com aquilo que sabe fazer”, ressaltou.
Novo tempo para a Diocese de Criciúma
A nomeação de dom Milton Zonta pelo Papa Leão XIV reforça a estrutura pastoral da Diocese de Criciúma e sinaliza continuidade no trabalho evangelizador desenvolvido no Sul de Santa Catarina. O período de convivência com dom Jacinto até 2027 deverá permitir uma transição gradual, baseada no diálogo, na escuta e no serviço à comunidade católica da região.
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