Gasolina dispara em Criciúma e já chega perto de R$ 6,80

Postos reduzem margem de lucro para conter repasses maiores ao consumidor

Ewertom Rodrigues

Publicado em: 18 de março de 2026

4 min.
Alta da gasolina em Criciúma pressiona postos, que reduzem lucro para evitar preços ainda maiores nas bombas

Alta da gasolina em Criciúma pressiona postos, que reduzem lucro para evitar preços ainda maiores nas bombas. - Foto: Canva

O preço da gasolina voltou a subir em Criciúma nesta quarta-feira (18), com o litro sendo comercializado próximo de R$ 6,80 em alguns postos da cidade. O aumento recente é reflexo direto da valorização do petróleo no mercado internacional, influenciada por tensões geopolíticas, e já impacta tanto consumidores quanto empresários do setor.

De acordo com relatos de revendedores, o reajuste nas bombas não acompanhou integralmente o aumento no custo de compra do combustível. Para evitar um impacto ainda maior ao consumidor final, parte dos postos tem reduzido suas margens de lucro.

Aumento nas distribuidoras pressiona o varejo

O custo de aquisição da gasolina apresentou alta significativa nas últimas semanas. No fim de fevereiro, o litro era comprado por cerca de R$ 5,45, enquanto agora chega próximo de R$ 5,93 — uma elevação de quase R$ 0,50.

Mesmo com essa diferença, o repasse ao consumidor tem sido menor, o que evidencia uma tentativa dos postos de equilibrar o preço final e manter a competitividade.

Diesel registra impacto mais intenso

O diesel também sofreu reajuste expressivo no período. O tipo S-10, utilizado principalmente no transporte de cargas, passou de aproximadamente R$ 5,55 para R$ 6,85 por litro nas distribuidoras.

Esse aumento mais acentuado acende um alerta para possíveis reflexos em cadeia na economia, já que o diesel influencia diretamente o custo logístico de diversos setores.

Dependência externa influencia preços

Apesar de produzir petróleo, o Brasil ainda depende da importação de derivados refinados. Essa condição torna o mercado interno sensível às oscilações internacionais, especialmente em períodos de instabilidade global.

Com parte da gasolina e uma fatia ainda maior do diesel sendo importadas, qualquer alteração no cenário externo tende a impactar rapidamente os preços praticados no país.

Risco de desabastecimento e corrida aos postos

Além da alta nos preços, empresários do setor relatam dificuldades no abastecimento, com redução no volume de combustível disponível para compra. Em alguns casos, o fornecimento diário caiu drasticamente.

O cenário gerou preocupação entre motoristas, que intensificaram a procura por combustível ao longo do dia. A possibilidade de paralisação de caminhoneiros também contribui para o aumento da demanda e o risco de desabastecimento nos próximos dias.


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