O preço da gasolina voltou a subir em Criciúma nesta quarta-feira (18), com o litro sendo comercializado próximo de R$ 6,80 em alguns postos da cidade. O aumento recente é reflexo direto da valorização do petróleo no mercado internacional, influenciada por tensões geopolíticas, e já impacta tanto consumidores quanto empresários do setor.
De acordo com relatos de revendedores, o reajuste nas bombas não acompanhou integralmente o aumento no custo de compra do combustível. Para evitar um impacto ainda maior ao consumidor final, parte dos postos tem reduzido suas margens de lucro.
Aumento nas distribuidoras pressiona o varejo
O custo de aquisição da gasolina apresentou alta significativa nas últimas semanas. No fim de fevereiro, o litro era comprado por cerca de R$ 5,45, enquanto agora chega próximo de R$ 5,93 — uma elevação de quase R$ 0,50.
Mesmo com essa diferença, o repasse ao consumidor tem sido menor, o que evidencia uma tentativa dos postos de equilibrar o preço final e manter a competitividade.
Diesel registra impacto mais intenso
O diesel também sofreu reajuste expressivo no período. O tipo S-10, utilizado principalmente no transporte de cargas, passou de aproximadamente R$ 5,55 para R$ 6,85 por litro nas distribuidoras.
Esse aumento mais acentuado acende um alerta para possíveis reflexos em cadeia na economia, já que o diesel influencia diretamente o custo logístico de diversos setores.
Dependência externa influencia preços
Apesar de produzir petróleo, o Brasil ainda depende da importação de derivados refinados. Essa condição torna o mercado interno sensível às oscilações internacionais, especialmente em períodos de instabilidade global.
Com parte da gasolina e uma fatia ainda maior do diesel sendo importadas, qualquer alteração no cenário externo tende a impactar rapidamente os preços praticados no país.
Risco de desabastecimento e corrida aos postos
Além da alta nos preços, empresários do setor relatam dificuldades no abastecimento, com redução no volume de combustível disponível para compra. Em alguns casos, o fornecimento diário caiu drasticamente.
O cenário gerou preocupação entre motoristas, que intensificaram a procura por combustível ao longo do dia. A possibilidade de paralisação de caminhoneiros também contribui para o aumento da demanda e o risco de desabastecimento nos próximos dias.
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