Eles são carinhosos, pacientes com crianças e figuram entre as raças mais populares do Brasil. Mas quem pensa em ter um golden retriever precisa ir além da imagem de cão perfeito vista nas redes sociais. A rotina com o animal envolve alta demanda de atenção, gastos frequentes com saúde e uma casa preparada para lidar com energia e pelos em excesso.
Antes de decidir levar um filhote para casa, é fundamental conhecer os desafios reais da raça e avaliar se o estilo de vida da família é compatível com as necessidades do animal.
Confira cinco pontos que merecem atenção.
1. Pelos por todos os lados
O golden retriever possui pelagem dupla: subpelo denso e camada externa longa. Essa característica garante proteção térmica, mas também significa troca constante de pelos durante todo o ano.
Não se trata apenas de alguns fios espalhados. É comum encontrar tufos pela casa, mesmo após a limpeza. Escovação frequente e visitas regulares ao pet shop ajudam a controlar a queda, mas não eliminam o problema.
Quem sofre com alergias ou não gosta de rotina intensa de limpeza deve considerar esse fator com cuidado.
2. Energia que dura anos
Apesar do porte grande — que pode ultrapassar os 30 quilos na fase adulta — o golden amadurece mais lentamente do que muitas outras raças.
Na prática, isso significa um “filhote gigante” por até dois ou três anos. Se não gastar energia diariamente, o cão pode desenvolver comportamentos destrutivos, como roer móveis, cavar jardins ou danificar objetos da casa.
Passeios longos, brinquedos interativos e estímulos mentais não são opcionais. São parte essencial da rotina.
3. Apego extremo ao tutor
O golden retriever é conhecido como “cão velcro” por seu apego intenso à família. Ele tende a acompanhar o tutor por todos os cômodos da casa e busca contato físico constante.
Esse traço pode ser positivo para quem deseja companhia permanente. No entanto, a raça apresenta alta incidência de ansiedade de separação quando passa muitas horas sozinha.
Famílias que trabalham fora o dia todo e deixam o imóvel vazio precisam avaliar se conseguirão oferecer companhia ou alternativas, como creche canina.
4. Saúde que exige planejamento financeiro
A popularização da raça aumentou a incidência de problemas genéticos. Entre as principais condições associadas ao golden estão:
- Displasia coxofemoral e de cotovelo, que afetam as articulações;
- Dermatites e infecções de pele;
- Maior predisposição a determinados tipos de câncer;
- Problemas cardíacos e oculares.
Consultas regulares, exames preventivos e, em alguns casos, tratamentos prolongados fazem parte da realidade de muitos tutores.
Ter uma reserva financeira para despesas veterinárias é uma recomendação importante antes da adoção.
5. Não é cão de guarda
Apesar do porte imponente, o golden retriever não costuma apresentar comportamento de proteção territorial.
A seleção genética priorizou docilidade e sociabilidade. É comum que o animal receba visitantes com entusiasmo, mesmo quando desconhecidos.
Quem busca segurança patrimonial deve considerar outras raças com perfil mais vigilante.
Vale a pena ter um golden?
Para quem dispõe de tempo, recursos e disposição para uma rotina ativa, o golden retriever pode ser um companheiro leal e afetuoso por muitos anos.
A decisão, no entanto, deve ser tomada com responsabilidade. Conhecer as exigências da raça evita frustrações e contribui para uma convivência saudável, tanto para a família quanto para o animal.
Adotar um cachorro é um compromisso de longo prazo — e informação é o primeiro passo para acertar nessa escolha.
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