Grupo em Tubarão acolhe pessoas afetadas pelo suicídio

Durante entrevista à Rádio Cidade Tubarão 103.7 FM, a voluntária Daisy Rocha explicou que o grupo funciona como um complemento do CVV

Eduardo Fogaça

Publicado em: 30 de março de 2026

4 min.
Grupo em Tubarão acolhe pessoas afetadas pelo suicídio. Foto: Divulgação

Grupo em Tubarão acolhe pessoas afetadas pelo suicídio. Foto: Divulgação

Um grupo de apoio em Tubarão tem oferecido acolhimento e escuta qualificada a pessoas impactadas pelo suicídio. Ligada ao Centro de Valorização da Vida (CVV), a iniciativa atua na chamada pós-venção — voltada a familiares, amigos, pessoas enlutadas e também quem já tentou tirar a própria vida.

O objetivo é criar um espaço seguro para compartilhar sentimentos e enfrentar as consequências emocionais que envolvem esse tipo de situação. As reuniões acontecem mensalmente e utilizam rodas de conversa e debates a partir de vídeos curtos como forma de estimular a expressão emocional e fortalecer vínculos.

Apoio complementar ao CVV

Durante entrevista à Rádio Cidade Tubarão 103.7 FM, a voluntária Daisy Rocha explicou que o grupo funciona como um complemento ao trabalho do CVV, conhecido nacionalmente pelo telefone 188, disponível 24 horas por dia.

Segundo ela, enquanto o atendimento telefônico atua na prevenção ao suicídio, o grupo presencial tem foco em quem já foi impactado diretamente pelo problema.

“O grupo de apoio é uma parte do CVV, que é um serviço voluntário, humanitário e gratuito. Ele tem essa função de prevenção do suicídio e valorização da vida. O GASS é um braço do CVV que trabalha com os sobreviventes através da escuta”, afirmou.

Quem pode participar

O grupo atende diferentes perfis de pessoas afetadas pelo suicídio, chamados de “sobreviventes”. Entre eles estão:

  • Familiares enlutados
  • Amigos e pessoas próximas
  • Quem presenciou situações relacionadas
  • Pessoas que já tentaram suicídio

“A premissa do CVV é que falar é a melhor opção”, destacou Daisy.

Combate ao tabu e à culpa

Um dos principais desafios enfrentados pelo grupo é o tabu que ainda cerca o tema. De acordo com a voluntária, sentimentos como culpa e vergonha são comuns entre os familiares e pessoas próximas.

“O suicídio ainda é um tabu muito grande. Essas pessoas carregam, além da vergonha, uma culpa. A primeira pergunta é sempre: ‘ninguém viu nada?’. Mas sabemos que é algo multifatorial”, explicou.

O trabalho do grupo busca justamente desmistificar essas percepções, promovendo o diálogo e reduzindo o isolamento emocional.

Como buscar ajuda

A orientação para quem precisa de apoio é procurar o CVV pelo telefone 188 ou participar dos encontros presenciais do grupo em Tubarão. O atendimento é gratuito e sigiloso.


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