Incêndios no sul do Chile deixam 19 mortos e 50 mil desalojados

Atualmente, equipes de emergência combatem ao menos 14 focos ativos de incêndio nas regiões de Ñuble e Biobío, localizadas a cerca de 500 quilômetros ao sul da capital Santiago.

Eduardo Fogaça

Publicado em: 19 de janeiro de 2026

5 min.
Incêndios no sul do Chile deixam 19 mortos e 50 mil desalojados. Foto: Reuters

Incêndios no sul do Chile deixam 19 mortos e 50 mil desalojados. Foto: Reuters

Os incêndios florestais que avançam de forma descontrolada no sul do Chile neste domingo (18) já deixaram pelo menos 19 mortos e obrigaram cerca de 50 mil pessoas a deixarem suas casas, segundo balanço divulgado pelas autoridades chilenas. A tragédia ocorre em meio ao verão no hemisfério sul, período marcado por altas temperaturas e ventos intensos.

Atualmente, equipes de emergência combatem ao menos 14 focos ativos de incêndio nas regiões de Ñuble e Biobío, localizadas a cerca de 500 quilômetros ao sul da capital Santiago. As condições climáticas adversas têm dificultado o trabalho dos bombeiros e ampliado a devastação em áreas urbanas e rurais.

Situação crítica nas regiões afetadas

De acordo com o ministro do Interior, Álvaro Elizalde, o cenário enfrentado pelo país é extremamente complexo. A maior parte das vítimas fatais está concentrada na região do Biobío, conforme informou o ministro da Segurança, Luis Cordero.

O epicentro da tragédia atinge as localidades de Penco e Lirquén, no município de Concepción, onde bairros inteiros foram destruídos pelas chamas durante a madrugada. Moradores relataram que o fogo avançou com extrema rapidez, impossibilitando qualquer tentativa de salvar pertences.

Em Penco, o prefeito Rodrigo Vera confirmou que ao menos 14 pessoas morreram carbonizadas apenas no município. Testemunhas afirmam que redemoinhos de fogo tomaram conta das áreas residenciais, surpreendendo a população enquanto dormia.

Destruição total e fuga para a praia

Na vizinha Lirquén, vila portuária com cerca de 20 mil habitantes, o cenário também é de completa devastação. O incêndio se espalhou em questão de segundos, obrigando muitos moradores a correrem em direção à praia para escapar das chamas. Casas, comércios e estruturas portuárias foram consumidos pelo fogo, e parte da região ainda apresentava focos ativos ao amanhecer.

Incêndio fora de controle

Segundo o diretor da Corporação Nacional Florestal do Biobío (Conaf), Esteban Krause, o incêndio está “absolutamente fora de controle”. As previsões indicam temperaturas acima dos 30 °C e ventos fortes, o que dificulta qualquer expectativa de contenção rápida.

Cerca de 3.700 bombeiros atuam no combate às chamas. Durante a madrugada, o presidente do Chile, Gabriel Boric, decretou estado de catástrofe nas regiões de Ñuble e Biobío, medida que autoriza o emprego das Forças Armadas para auxiliar nas operações de emergência e segurança. O presidente deve visitar as áreas atingidas ainda neste domingo.

Histórico recente de tragédias

Nos últimos anos, o Chile tem sido duramente atingido por incêndios florestais, especialmente na região centro-sul do país. Em fevereiro de 2024, incêndios simultâneos nos arredores de Viña del Mar resultaram na morte de 138 pessoas e afetaram cerca de 16 mil moradores. Investigações apontaram que aqueles focos teriam sido iniciados de forma intencional.

As autoridades seguem monitorando a situação atual, enquanto equipes de resgate buscam por possíveis desaparecidos e avaliam os danos causados pela maior tragédia ambiental do país em 2025 até o momento.


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