Justiça de SP nomeia Suzane von Richthofen inventariante de herança do tio

Com a decisão, a Justiça conferiu formalmente a Suzane o direito de realizar a gestão dos bens enquanto o processo segue em tramitação

Eduardo Fogaça

Publicado em: 6 de fevereiro de 2026

4 min.
Justiça de SP nomeia Suzane von Richthofen inventariante de herança do tio. Foto: Divulgação

Justiça de SP nomeia Suzane von Richthofen inventariante de herança do tio. Foto: Divulgação

A Justiça de São Paulo nomeou Suzane von Richthofen como inventariante do espólio de seu tio materno, Miguel Abdalla Neto, falecido em janeiro deste ano. A decisão foi confirmada pela defesa de Silvia Magnani, que se apresenta como ex-companheira do empresário e trava uma disputa judicial pela herança.

Com a nomeação, Suzane passa a ser a responsável legal pela administração, conservação e representação do conjunto de bens, direitos e obrigações deixados por Miguel Abdalla Neto durante o andamento do processo de inventário.

Contestação da ex-companheira

Em nota, os advogados de Silvia Magnani afirmaram que receberam a decisão com “profunda preocupação”. A defesa sustenta que Silvia manteve uma união estável com Miguel por mais de dez anos e questiona a legitimidade de Suzane para exercer a função de inventariante.

Segundo as advogadas, a nomeação teria ocorrido de forma prematura, antes do encerramento do prazo para a apresentação de documentos que comprovem a existência da união estável. Caso essa relação seja reconhecida judicialmente, Silvia poderá ter prioridade ou participação direta na sucessão, o que pode alterar ou até anular a gestão atual do espólio.

Histórico de questionamentos no processo

A defesa de Silvia já havia levantado, em manifestações anteriores, o histórico penal de Suzane von Richthofen e ações atribuídas a ela após a morte do tio. Entre os pontos citados estão a soldagem de portões da residência do empresário e a retirada de um veículo do local sem autorização judicial, fatos que, segundo os advogados, poderiam caracterizar violação dos princípios de administração isenta e segura do patrimônio.

Posição da defesa de Suzane

Em documentos aos quais a defesa de Suzane teve acesso, ela afirma que as medidas adotadas no imóvel localizado no bairro Campo Belo, em São Paulo, tiveram como objetivo a preservação patrimonial.

De acordo com a argumentação apresentada, a residência teria sido alvo de invasões e furtos de dinheiro, móveis e documentos logo após a divulgação da morte de Miguel Abdalla Neto pela imprensa. O veículo retirado do imóvel, ainda segundo a defesa, foi encaminhado para um local considerado seguro e permaneceu sob sua guarda até nova deliberação judicial.

Com a decisão desta semana, a Justiça conferiu formalmente a Suzane von Richthofen o direito de realizar a gestão dos bens enquanto o processo segue em tramitação.


FIQUE BEM INFORMADO:

📲 Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
👉 Clique aqui e acompanhe.



× SCTODODIA Rádios