A Justiça do Rio de Janeiro negou o pedido da defesa do goleiro Bruno Fernandes para evitar seu retorno à prisão. A decisão foi tomada pelo juiz da Vara de Execuções Penais (VEP), que rejeitou os embargos de declaração apresentados pelos advogados. Com isso, o ex-jogador permanece foragido.
O mandado de prisão contra Bruno foi expedido no dia 5 de março pelo Tribunal de Justiça do Estado. A medida ocorreu após o magistrado identificar o descumprimento de uma das condições impostas para a concessão do livramento condicional.
Descumprimento de regra levou à nova ordem de prisão
Segundo o processo, Bruno deixou o estado do Rio de Janeiro sem autorização judicial. Ele viajou para o Acre no dia 15 de fevereiro, apenas quatro dias após obter o benefício da liberdade condicional.
A decisão que concedeu o benefício determinava expressamente que o ex-goleiro não poderia se ausentar do estado sem autorização prévia da Justiça. Ainda assim, ele seguiu para o Acre, onde acertou com o clube Vasco-AC para retomar a carreira no futebol.
Três dias após a chegada, Bruno foi regularizado no Boletim Informativo Diário (BID) da Confederação Brasileira de Futebol (CBF), o que permitiu sua atuação profissional.
Mandado de prisão tem validade de 16 anos
Ao revogar o benefício, o juiz considerou que a viagem sem autorização configura descumprimento direto das condições impostas. Por isso, determinou a expedição de um novo mandado de prisão, com validade de 16 anos.
No dia 13 de março, a Polícia Civil incluiu a foto de Bruno em um cartaz oficial de procurados.
O que é o livramento condicional
O livramento condicional, previsto no artigo 83 do Código Penal, é a etapa final do cumprimento da pena privativa de liberdade. Ele permite que o condenado retorne ao convívio social antes do fim total da sentença, desde que cumpra regras estabelecidas pela Justiça.
Entre os principais pontos do benefício:
- Exige cumprimento de condições determinadas pelo juiz
- Pode ser revogado em caso de descumprimento
- O tempo em liberdade não conta como pena cumprida se houver revogação
Relembre o caso Eliza Samudio
O caso que levou à condenação de Bruno é um dos mais emblemáticos do país. A modelo Eliza Samudio desapareceu em junho de 2010 e, posteriormente, foi considerada morta pelas autoridades, embora o corpo nunca tenha sido encontrado.
Na época, Bruno era goleiro do Flamengo e vivia o auge da carreira. Ele mantinha um relacionamento com Eliza, que engravidou e teve um filho em fevereiro de 2010. O atleta não reconheceu a paternidade naquele momento.
Após investigações, a polícia encontrou evidências no sítio do ex-jogador, em Minas Gerais, incluindo roupas e objetos ligados ao caso. O filho de Eliza foi localizado na periferia de Belo Horizonte.
Bruno foi condenado a 20 anos de prisão pelo crime, embora nunca tenha confessado participação direta no assassinato.
FIQUE BEM INFORMADO:
Fique por dentro do que acontece em Santa Catarina!
Entre agora no nosso canal no WhatsApp e receba as principais notícias direto no seu celular.
👉 Clique aqui e acompanhe.