Livraria Cultura fecha de vez após falência ser mantida pela Justiça

Rede histórica acumulou mais de R$ 285 milhões em dívidas e saiu do ar na internet após notificação do TJSP

Ewertom Rodrigues

Publicado em: 27 de fevereiro de 2026

4 min.
TJSP confirma falência, e Livraria Cultura encerra operações com dívida acima de R$ 285 milhões

TJSP confirma falência, e Livraria Cultura encerra operações com dívida acima de R$ 285 milhões. - Foto: Divulgação

A Livraria Cultura encerrou definitivamente as atividades depois de a Justiça de São Paulo confirmar a falência da empresa. A comunicação oficial partiu da 2ª Vara de Falências e Recuperações Judiciais do Tribunal de Justiça de São Paulo (TJSP), que notificou a companhia neste mês.

A livraria declarou dívida superior a R$ 285 milhões. Até o momento, o presidente da empresa, Sérgio Herz, não apresentou posicionamento público sobre o fechamento.

Site fora do ar e redes sociais sem atualização

Na quinta-feira (26), o site da Livraria Cultura já não estava disponível para acesso. Nas redes sociais, a movimentação também era mínima: no Instagram, a última publicação havia sido feita em setembro de 2025, sinalizando a interrupção gradual das operações.

De recuperação judicial ao desfecho na falência

A crise ganhou contornos oficiais em outubro de 2018, quando a Cultura protocolou pedido de recuperação judicial. No entanto, ao longo do processo, a empresa enfrentou dificuldades para manter acordos e cumprir compromissos com credores.

Com a pandemia de Covid-19, o cenário se agravou. O fechamento de lojas físicas e a retração do fluxo de clientes aceleraram a perda de fôlego financeiro. Em 2023, a falência foi decretada, acompanhada do bloqueio de ativos da livraria e da holding 3H Participações. Agora, com a confirmação judicial, a empresa formalizou o encerramento definitivo.

Um símbolo do mercado editorial brasileiro

A história da Livraria Cultura começou em 1947, em São Paulo, com a fundação por Eva Herz (1911–2001). A empresária, filha de imigrantes judeus, iniciou o empreendimento a partir de um serviço de aluguel de livros, a Biblioteca Circulante, montada em casa com exemplares importados da Europa.

Em 1969, veio a inauguração da loja no Conjunto Nacional, na Avenida Paulista, que se tornou um dos endereços mais conhecidos do setor livreiro no Brasil. Ao longo do tempo, a rede chegou a operar 16 unidades, consolidando-se como referência cultural. Nos últimos anos, porém, o acúmulo de dívidas e a perda de capacidade de recuperação levaram ao desfecho da falência.


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