Teve início na sexta-feira (27) o Projeto Biodiversidade Pelágica na Plataforma e Talude Continental da Bacia de Pelotas, considerado o maior já realizado na região Sul do Brasil voltado à vida marinha. A iniciativa reúne pesquisadores de diferentes instituições e pretende gerar dados inéditos sobre o ecossistema oceânico em uma área estratégica do Atlântico Sul.
Coordenado pela Universidade Federal do Rio Grande (FURG), o projeto prevê a realização de quatro expedições científicas entre 2026 e 2027, durante os períodos de outono e primavera. As atividades serão conduzidas a bordo de navios de pesquisa da universidade.
Durante as expedições, equipes multidisciplinares vão coletar dados oceanográficos e biológicos em diversos pontos do oceano. Também estão previstas observações de espécies como baleias, golfinhos, tartarugas marinhas e aves, além do uso de tecnologias avançadas, como monitoramento acústico para detecção de cetáceos e análises de plâncton, peixes e outros organismos que compõem a cadeia alimentar marinha.
Segundo o oceanólogo e professor da FURG, Eduardo Resende Secchi, o conhecimento gerado será essencial para compreender o funcionamento dos ecossistemas oceânicos. “O oceano abriga uma enorme diversidade de espécies que desempenham papel fundamental no equilíbrio ambiental. Esse conhecimento permite identificar áreas prioritárias e orientar ações de conservação”, afirma.
Parcerias e investimento
O projeto reúne o laboratório Ecomega, do Instituto de Oceanografia da FURG, além das organizações não governamentais Aqualie e Kaosa. A iniciativa conta com financiamento da empresa norueguesa TGS, que realiza pesquisas geológicas na Bacia de Pelotas.
A ação faz parte das condicionantes do licenciamento ambiental federal conduzido pelo Instituto Brasileiro do Meio Ambiente e dos Recursos Naturais Renováveis (Ibama), relacionado às atividades da empresa na região.
Para o country manager da TGS no Brasil, João Correa, o projeto representa um legado científico. “Os dados coletados serão sistematizados e disponibilizados à comunidade científica, contribuindo para o planejamento espacial marinho e para políticas públicas de conservação”, destaca.
Impactos esperados
Entre os principais objetivos da iniciativa estão:
- Identificar áreas de maior relevância ecológica no Atlântico Sul
- Ampliar o conhecimento sobre a biodiversidade marinha
- Apoiar políticas públicas de conservação e uso sustentável do oceano
- Fortalecer o planejamento espacial marinho no Brasil
Os resultados devem aprofundar o entendimento sobre a dinâmica dos ecossistemas oceânicos e contribuir para estratégias de preservação ambiental em uma das regiões mais importantes do país em termos de biodiversidade marinha.
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