O pastor Silas Malafaia pediu nesta quinta-feira (29) ao Supremo Tribunal Federal (STF) a rejeição da denúncia apresentada pela Procuradoria-Geral da República (PGR), que o acusa dos crimes de calúnia e injúria contra o comandante do Exército, general Tomás Paiva.
A denúncia teve origem em declarações feitas por Malafaia durante uma manifestação em apoio ao ex-presidente Jair Bolsonaro, realizada no ano passado em São Paulo. Na ocasião, o pastor chamou generais de “frouxos, covardes e omissos” e afirmou que militares “não honram a farda que vestem”.
Na manifestação encaminhada ao STF, a defesa sustenta que as falas foram direcionadas de forma genérica às Forças Armadas, sem menção direta ao general Tomás Paiva. Os advogados também argumentam que Malafaia não possui foro privilegiado, o que afastaria a competência do Supremo para julgá-lo, além de destacar que houve retratação das declarações.
Com o recebimento da defesa, caberá ao ministro Alexandre de Moraes, relator do caso, avaliar o pedido e definir uma data para o julgamento da denúncia.
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