Durante o Março Lilás, campanha nacional de conscientização sobre o câncer de colo do útero, Santa Catarina intensifica o alerta para prevenção e diagnóstico precoce da doença. Considerado o terceiro tipo de câncer mais frequente entre mulheres no Brasil — excluindo os tumores de pele não melanoma — o problema segue como preocupação para autoridades de saúde.
De acordo com o Instituto Nacional de Câncer (Inca), o estado registra cerca de 1.030 novos casos por ano. Diante desse cenário, a Secretaria de Estado da Saúde reforça que a vacinação contra o HPV (papilomavírus humano) é a principal estratégia para reduzir a incidência da doença.
A Rádio Cidade Tubarão 103.7 FM conversou com a oncologista clínica do CEPON/SC, Dra. Rafaela Paiolo, sobre o tema nesta sexta-feira:
Rede de atendimento e diagnóstico
Santa Catarina conta com uma estrutura formada por 21 hospitais habilitados pelo Ministério da Saúde para o atendimento oncológico. Entre eles, o Centro de Pesquisas Oncológicas (Cepon) se destaca como referência estadual no tratamento.
O câncer de colo do útero costuma evoluir de forma silenciosa nas fases iniciais, o que dificulta a identificação precoce sem exames preventivos. Em estágios mais avançados, alguns sintomas podem surgir:
- Sangramento vaginal fora do período menstrual
- Corrimento com odor forte
- Dor pélvica
Importância da prevenção
A oncologista Ana Paula Stramosk, do Cepon, destaca que o exame preventivo é essencial para detectar alterações antes que evoluam para câncer.
“O preventivo é capaz de identificar lesões precursoras que ainda não viraram câncer. Quando detectadas precocemente, o tratamento é simples e altamente eficaz”, explica.
Segundo a especialista, a vacina contra o HPV também é uma ferramenta fundamental. Disponível gratuitamente pelo Sistema Único de Saúde (SUS), a imunização é recomendada para meninos e meninas de 9 a 14 anos, preferencialmente antes do início da vida sexual.
Fatores de risco
Além da infecção pelo HPV, outros fatores podem contribuir para o desenvolvimento da doença:
- Início precoce da vida sexual
- Múltiplos parceiros
- Falta de exames preventivos regulares
- Não vacinação contra o HPV
- Tabagismo
- Condições de imunossupressão, como HIV
Vacinação ampliada
A vacina contra o HPV está disponível gratuitamente nas unidades básicas de saúde para o público de 9 a 14 anos. O Ministério da Saúde também ampliou, até o primeiro semestre de 2026, a vacinação para jovens de 15 a 19 anos que ainda não receberam a dose.
Além disso, pessoas com condições clínicas específicas — como pacientes oncológicos, transplantados, imunossuprimidos e pessoas vivendo com HIV — podem se vacinar até os 45 anos, conforme recomendação das autoridades de saúde.
Conscientização salva vidas
A campanha Março Lilás reforça que a combinação entre informação, vacinação e acompanhamento médico regular é fundamental para reduzir os casos e aumentar as chances de cura.
O diagnóstico precoce segue sendo o principal aliado no combate à doença, permitindo tratamentos mais simples e eficazes.
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