Para muita gente, o celular é a primeira coisa tocada ao acordar. Antes mesmo de sair da cama, notificações, redes sociais, mensagens e notícias já tomam conta da rotina. Mas esse hábito aparentemente inofensivo pode trazer impactos negativos para o cérebro e para a saúde mental.
Segundo a neurologista e médica do sono Andrea Bacelar, da Academia Brasileira do Sono (ABS), começar o dia mergulhado em estímulos digitais faz o cérebro entrar rapidamente em estado de alerta.
“Você já começa o dia correndo, já começa o dia estressado”, explica a especialista.
De acordo com a médica, o cérebro cria uma associação automática entre acordar e buscar recompensas rápidas no celular, comportamento que pode aumentar ansiedade, tensão e imediatismo ao longo do tempo.
Além disso, o aparelho próximo da cama também prejudica o sono durante a madrugada. Andrea alerta que muitas pessoas acordam no meio da noite, pegam o celular “por alguns minutos” e acabam perdendo ainda mais horas de descanso.
A especialista recomenda deixar o aparelho longe da cama e usar os primeiros minutos da manhã para atividades simples, como alongamentos, planejamento do dia, oração ou conversa com familiares.
Ela também reforça a importância da luz natural logo cedo para regular corretamente o ritmo biológico do corpo.
O comportamento excessivo de dependência do celular já tem até nome: nomofobia, termo usado para descrever a dificuldade de se desconectar do aparelho.
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