Enfrentar o trânsito, a chuva e o sol para que o pedido chegue à sua porta são alguns dos desafios diários dos motoboys . Agora, a categoria novamente se manifesta — usam suas motocicletas, união e barulho. E a reivindicação ecoa forte em todo o Vale do Itajaí.
Cerca de 100 profissionais das regiões de Itajaí, Balneário Camboriú, Navegantes, Penha, Barra Velha e Itapema se reuniram na noite dessa quarta-feira, dia 1° de abril, em Balneário Camboriú, para cobrar mudanças e expor uma realidade que, segundo eles, só tem piorado ao longo dos anos. As pautas são claras, diretas e urgentes.
O que eles querem
A principal bandeira do movimento é a luta por um ponto de apoio para os motoboys no Vale do Itajaí. A reivindicação é ter um local onde possam descansar, se hidratar, realizar pequenos reparos nas motocicletas e, principalmente, ter dignidade durante as longas jornadas de trabalho.
Mas não é só.
A categoria também se manifesta contra a PL 152 — projeto que, na visão dos entregadores, impõe uma série de obstáculos ao trabalho. Entre os pontos mais criticados estão:
- A placa vermelha (identificação obrigatória para motofretistas);
- O “buço” (buzina de marcha à ré, exigida para motos de aplicativo);
- A idade mínima de 21 anos para atuar como entregador, o que, segundo eles, impede jovens que já estão no mercado de trabalho.
“Realmente, só atrapalha, não ajuda em nada”, resumiu um dos organizadores da mobilização, ao falar sobre as novas regras.
A diferença entre os Estados
Os motoboys também apontam uma disparidade no tratamento da categoria entre Santa Catarina e São Paulo. No Estado vizinho, a PL 152 foi prorrogada por dois anos, dando fôlego aos profissionais. Já em Santa Catarina, o governo estadual prorrogou apenas até novembro — e ainda assim, o motoboy tem que pagar.
“E o curso, para quem vai querer fazer, é de graça”, destacou um dos manifestantes, em tom de crítica à forma como a medida foi implementada. Eles não pedem privilégios. Pedem condições justas de trabalho, segurança e, principalmente, respeito.
De acordo com a BC Trânsito, o ato transcorreu de forma ordeira, onde durante todo o trajeto, os participantes se mantiveram na faixa da direita, preservando a faixa da esquerda livre para a circulação dos demais veículos.
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