Museu da Baleia em Imbituba preserva única ossada de baleia-franca do Sul do país

A diretora de pesquisa e bióloga do Instituto Australis, Karina Groch, falou sobre a importância do acervo histórico em entrevista ao Hora da Cidade

Eduardo Fogaça

Publicado em: 26 de fevereiro de 2026

6 min.
Museu da Baleia em Imbituba preserva única ossada de baleia-franca do Sul do país. Foto: Divulgação

Museu da Baleia em Imbituba preserva única ossada de baleia-franca do Sul do país. Foto: Divulgação

Localizado em Imbituba, no Sul de Santa Catarina, o Museu da Baleia é um dos principais espaços de preservação histórica e ambiental do Brasil. Instalado no prédio histórico conhecido como Barracão Manuel Rosa, o museu foi inaugurado em setembro de 2003 e surgiu a partir de uma parceria entre o Projeto Baleia Franca Austral, o município e empresários da região.

O espaço reúne exemplares únicos da fauna marinha e cumpre papel fundamental na educação ambiental, ao contar a história da caça às baleias e reforçar a importância da conservação da baleia-franca no litoral catarinense.

Acervo reúne exemplares raros no litoral brasileiro

Em entrevista ao apresentador Ronaldo Santana, a diretora de pesquisa e bióloga do Instituto Australis, Karina Groch, destacou a relevância do acervo exposto ao público.

Segundo ela, o museu abriga cerca de dez esqueletos de animais marinhos, preparados a partir do trabalho de monitoramento de praias realizado pelo projeto. Quando ocorre o encalhe de um animal já morto, a equipe avalia a possibilidade de recolher a carcaça para preparar o esqueleto e destiná-lo à exposição.

Entre os exemplares expostos estão:

  • Pinguim
  • Leão-marinho
  • Lobo-marinho
  • Elefante-marinho
  • Baleia-bicuda, com quase seis metros de comprimento
  • Baleia-franca adulta, com 14 metros

Um dos destaques é o esqueleto de uma baleia-franca adulta de 14 metros, considerado o único em exposição no litoral brasileiro. Outro exemplar raro é o de uma baleia-bicuda, espécie pouco vista próxima à costa.

O espaço também conta com uma réplica em tamanho natural de um filhote de baleia-franca, permitindo que visitantes tenham a dimensão real do animal.

Centro de Visitantes amplia experiência educativa

Além do museu, o Instituto Australis mantém na Praia de Itapirubá o Centro Nacional de Conservação da Baleia Franca. O local funciona como Centro de Visitantes e reúne informações sobre a espécie, pesquisas científicas e ações de monitoramento.

Karina Groch destaca que o passeio é uma oportunidade para o público conhecer espécies que dificilmente seriam vistas vivas, já que muitas habitam o alto-mar.

Visitação aberta ao público e escolas

O Museu da Baleia recebe visitantes de terça a sábado, das 9h ao meio-dia e das 14h às 17h, durante todo o ano. O espaço permanece fechado aos domingos, segundas-feiras e em alguns feriados.

A visitação pode ser feita sem agendamento para famílias e visitantes individuais. Já grupos maiores, como escolas, devem realizar agendamento prévio pelo site www.baleiafranca.org.br, para organização do espaço.

De acordo com a diretora, as escolas costumam procurar o museu durante todo o ano letivo, reforçando o papel do local na formação ambiental de crianças e adolescentes.

Educação ambiental e preservação

Mais do que preservar a memória de um período marcante da história da caça às baleias, o Museu da Baleia de Imbituba atua na conscientização sobre a importância da proteção da baleia-franca e do ecossistema marinho.

Ao aproximar o público da ciência e da história ambiental da região, o espaço se consolida como referência em educação ambiental no Sul de Santa Catarina e como destino de interesse para moradores e turistas.


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